terça-feira, 1 de abril de 2014

Palestra sobre Sexualidade da Pessoa com Deficiência é sucesso em São José dos Campos





"Ainda na série "Não confunda Deficiência com Incapacidade", nossa amiga Leandra Migotto Certeza deu um show na última quinta-feira na roda de conversa, mostrando que a mulher com deficiência deve estar em todos os espaços, e que a sociedade precisa desconstruir muitos mitos e tabus sobre a sexualidade das pessoas com deficiência. Para os que estiveram presentes, a troca de experiências foi maravilhosa. Vamos em frente!" 



"Foi um grande prazer conhecê-la. Quero ajudar a divulgar seu trabalho para conscientizar quem tanto precisa. Foi emocionante cada momento da palestra de ontem, e hoje no trabalho comentei com os colegas o quanto foi interessante saber um pouco mais sobre a vida de quem tem limites, mas não se deixa desanimar na luta e faz valer a pena viver.

Parabéns pela coragem de falar sobre a sexualidade, tema sempre cheio de tabus e preconceitos. Me contagiou sua alegria e vontade de lutar, e desejo muito que volte a São José para continuarmos aprendendo com você".



Um abraço

Neusa (mãe de William, que é portador da Síndrome de Asperger).





William Maximiliano e toda a maravilhosa equipe da Secretaria de Promoção da Cidadania de São José dos Campos, eu é que agradeço muito a honrosa participação neste encontro fundamental e muito importante para todas e todos! 

Foi emocionante, gratificante e enriquecedor para mim compartilhar tantas experiências e sentimentos repletos de carinho, sabedoria e força de vontade por um mundo mais humano e inclusivo! 

Estou sempre à disposição para colaborar com tudo o que for preciso para multiplicar nosso conhecimento ao maior número de pessoas! Beijos e abraços carinhos, Leandra. 

PS: ainda penso em mudar para São José (rsrsrs), porque tem tantas ações boas acontecendo... Força!!!  

Leandra Migotto Certeza





domingo, 16 de junho de 2013

Sexualidade das Pessoas com Deficiência - Sexuality of People with Disabilities




 " (...) Antes eu tinha vergonha de assumir que me gostava. Pensava: o que as pessoas vão dizer? Sei que não sou mais criança (há muito tempo toquei meu corpo e senti vida pulsando!), mas ainda tenho tamanho de uma. E me tratam como se fosse. Sexo? Eu? Como? Não posso, mas quero. Quero tanto! Minha ‘mãe’ (interior?) dizia que eu ficava feia de saia. Meu ‘pai’ (interior?) não queria que eu usasse batom (...) " - Leandra Migotto Certeza - jornalista.


"(...) Before I was ashamed to assume that like me thought:. What people will say I know I'm not a child (a long time I touched my body and felt life pulsing!), But I still size? one. And treat me like one. Sex? I? how? I can not, but I want to. I want so much! My 'mother' (inside?) said I was ugly skirt. My 'father' (inside?) did not want I wear lipstick (...) "- Leandra Migotto Sure - journalist.


Descrição da imagem: foto de Leandra deitada em posição sensual com roupa sex preta, cabelos soltos e maquilagem marcante. Crédito da foto: Vera Albuquerque.  
Image description: Photo Leandra lying in sexy position with black fri clothing, loose hair and striking makeup. Photo credit: Vera Albuquerque.

“Fantasias Caleidoscópicas” é um projeto de pesquisa de arte que busca retratar por meio da fotografia, da palavra e do documentário, a imagem - na maioria das vezes, preconceituosa e carregada de mitos e tabus - que a sociedade tem em relação à sexualidade das pessoas com deficiência no Brasil e no mundo; e desmistificá-la por meio de diversas ações culturais.


"Fantasies Kaleidoscope" is an art research project that seeks to portray through photography, the word and the documentary, the picture - most of the time, biased and full of myths and taboos - that society has regarding sexuality of people with disabilities in Brazil and the world; and demystify it through various cultural activities.

A ideia do projeto é dizer para uma sociedade anestesiada com a ditadura da beleza ideal, da perfeição, dos corpos saudáveis e bem torneados, e das formas esbeltas; que a sedução, as fantasias, os amores, as paixões, e a sensualidade estão na diversidade de corpos, olhares, perfumes, gestos, cores, formas, tamanhos, palavras, texturas, sons e sentimentos, CALEIDOSCOPICAMENTE HUMANOS.


The idea of the project is to say for a society numbed with the ideal beauty of the dictatorship of perfection, healthy and shapely bodies and slender forms; that seduction, fantasies, loves, passions, and sensuality are the diversity of bodies, looks, perfumes, gestures, colors, shapes, sizes, words, textures, sounds and feelings, kaleidoscopically HUMAN.

Pessoas com deficiência seja: física, visual, auditiva, intelectual, múltipla, mental e/ou surdocegueira; jovens; idosas; gestantes; obesas; casais homossexuais e/ou heterossexuais, de várias etnias e condições sociais, foram convidadas a participar de um ensaio fotográfico artístico em poses sensuais, eróticas e/ou semi-nus.


People with disabilities are: physical, visual, auditory, intellectual, multiple, mental and / or deafblindness; young people; elderly; pregnant women; obese; homosexual and / or heterosexual couples from various ethnic groups and social conditions, were invited to participate in an artistic photo shoot in sexy poses, erotic and / or semi-nude.

Para a fotógrafa Vera Albuquerque, questiona-se, assim, o padrão de beleza – instituído pelos meios de comunicação e pela moral dominante – ressaltando a possibilidade de uma democratização do prazer, uma igualdade de direitos sexuais, uma disposição das mentes (e dos corações) contra os juízos prévios e os preconceitos. Para a jornalista Leandra Migotto Certeza, dar voz às imagens é tão importante quanto o registro fotográfico, pois é interessante conhecer as histórias de vida dessas pessoas, que em sua maioria ainda são bem pouco ouvidas.


For the photographer Vera Albuquerque, wonders, so the standard of beauty - set up by the media and the dominant moral - highlighting the possibility of a democratization of pleasure, equal sexual rights, a provision of the minds (and hearts ) against the previous judgments and prejudices. For the journalist Leandra Migotto Sure, give voice to images is as important as the photographic record, it is interesting to know the stories of their lives, most of whom are still very little heard.

O enfoque do projeto está na arte e na educação como agentes transformadores da realidade, aliados à palavra, como testemunha dos fastos e detentora de um poder de mudança na sociedade. O diferencial do projeto é a completa acessibilidade em relação à comunicação (Língua Brasileira de Sinais para pessoas com surdez e Áudio-descrição e impressão em Braille (para pessoas com cegueira) e a arquitetura, por meio de recursos de tecnológicos e Desenho Universal. 

The project focus is on art and education as agents of change in reality, combined with the word, as witness the pomp and holder of a power of change in society. The project is the complete differential accessibility of communication (Brazilian sign language for deaf people and Audio Description and printing in Braille (for people with blindness) and architecture, through technological resources and Universal Design.

Á convite do Movimiento Amplio de Mujeres Línea Fundacional do Peru, o projeto foi apresentado e  premiado em segundo lugar na categoria pôster, durante o “VI Congresso Internacional Prazeres Des/Organizados - Corpos, Direitos e Culturas em Transformação”, realizado pela Universidad Cayetano Heredia,  em Lima em 2007; e apresentado no 1° Seminário Nacional de Saúde: "Direitos Sexuais e Reprodutivos e Pessoas com Deficiência" do Ministério da Saúde (Governo Federal Brasileiro), em 2009. 

Á invitation Movimiento Amplio de Mujeres Línea Founding of Peru, the project was presented and awarded second place in the poster category during the "VI International Congress Prazeres Des / Organized - Bodies, Rights and Culture in Transformation" held at the Universidad Cayetano Heredia in Lima in 2007; and presented at the 1st National Health Seminar: "Sexual and Reproductive Rights and Persons with Disabilities" the Ministry of Health (Brazilian Federal Government) in 2009.

Etapas do projeto:


Project phases:


Primeira Etapa do projeto - “I Encontro Inclusivo, Acessível e Interativo sobre Sexualidade da Pessoa com Deficiência na Arte” para 150 pessoas (50 pessoas no local e 100 por meio de transmissão on-line pela internet) sobre o tema. O encontro de 2 dias (de 4 horas em cada dia, total de 8 horas) poderá ser replicado, caso exista grande demanda de inscrições, orçamento e estruturas compatíveis com a sua realização com total acessibilidade.

First Stage of the project - "I Inclusive Meeting, Affordable and Interactive on the Person with Disabilities Sexuality in Art" for 150 people (50 people on site and 100 through online webcast) on the subject. The meeting of two days (4 hours each day, total of 8 hours) could be replicated if there is high demand for enrollment, budget and structures compatible with its implementation with full accessibility.

Segunda Etapa do projeto: Documentário: “Eles também fazem aquilo?”. Gravação em vídeo acessível de depoimentos de pessoas com deficiência sobre a sua sexualidade: estigmas, tabus, preconceitos e histórias de vida. O documentário será exibido em centros culturais, festivais e universidades e comercializado em DVD;

Second Stage of the project: Documentary: "They also do that?". Recording in handy video testimonials from people with disabilities about their sexuality: stigmas, taboos, prejudice and life stories. The documentary will be shown in cultural centers, festivals and universities and marketed on DVD;

Terceira Etapa do projeto - Realização do ensaio fotográfico artístico acessível com fotos sensuais, eróticas e de semi-nus das pessoas com deficiência física, visual, auditiva, intelectual, múltipla, metal e/ou surdocegueira, sejam elas: jovens; idosas; gestantes; obesas; casais homossexuais e/ou heterossexuais; de várias etnias e condições sociais. O ensaio poderá ser realizado em parceria com centros culturais ou em estúdios particulares acessíveis.

Third Stage of the project - Implementation of artistic photo shoot accessible with sexy photos, erotic and semi-naked people with physical, visual, auditory, intellectual, multiple, metal and / or deafblindness, either: young people; elderly; pregnant women; obese; homosexual and / or heterosexual couples; from various ethnic groups and social conditions. The test may be conducted in partnership with cultural centers or affordable private studios.

Quarta Etapa do projeto - Exposição de arte itinerante com no mínimo 20 fotos do ensaio fotográfico. As imagens serão expostas em centros culturais, galerias de arte, universidades, ONGs e locais de grande circulação como a Rede SESC e SENAC, além de participar de Bienais de Arte pelo mundo;

Fourth Stage of the project - traveling art exhibition with at least 20 photos of the photo shoot. The images will be exhibited in cultural centers, art galleries, universities, NGOs and mass circulation places like SESC and SENAC Network, and participated in Art Biennials the world;

Quinta Etapa do projeto - Duas publicações acessíveis, com entrevistas e imagens dos bastidores do ensaio fotográfico. Os livros serão comercializados no Brasil e no mundo, impressos em tinta, Braille e digital (em arquivo acessível) para garantir a leitura pelas pessoas com cegueira;

Fifth Stage design - Two accessible publications, interviews and images of the photo shoot backstage. The books will be sold in Brazil and the world, printed in ink, Braille and digital (in accessible file) to ensure readability by people with blindness;

Sexta Etapa do projeto - “II Encontro Inclusivo, Acessível e Interativo sobre Sexualidade da Pessoa com Deficiência na Arte” – Evento para conversar sobre a repercussão de todas as etapas do projeto. Serão convidados os profissionais que participaram das ações culturais (incluindo as pessoas fotografadas, os coordenadores, especialistas da área, e os responsáveis pela realização das exposições das fotos). O encontro também será aberto ao público via transmissão on-line para 100 pessoas.   

Sixth Step of the project - "II Inclusive Meeting, Affordable and Interactive on the Person with Disabilities Sexuality in Art" - Event to talk about the effects of all project stages. Will be invited professionals who participated in cultural activities (including photographed people, engineers, experts in the field, and those responsible for carrying out the exhibition of the photos). The meeting will also be open to the public via online transmission to 100 people.  

Objetivos HOJE: Buscar parcerias e patrocinadores para desenvolvimento de recursos de acessibilidade (intérpretes da Língua Brasileira de Sinais, áudio-descrição, sistema Braille, entre outros) e execução completa do projeto em universidades, escolas, empresas, institutos, associações, ONGs, Terceiro Setor, órgãos públicos, centros culturais e educacionais nacionais e internacionais.

Goals TODAY: Seek partnerships and sponsors for development of accessibility features (interpreters of Brazilian Sign Language, audio description, Braille, etc.) and full implementation of the project in universities, schools, companies, institutes, associations, NGOs, Third industry, government agencies, cultural centers and national and international education.



Tels: TIM - 55 (11) 98697-9067 ou NET FIXO: 55 (11): 2389-3995

Blog: http://fantasiascaleidoscopicas.blogspot.com/
Email: leandramigottocerteza@gmail.com


Tel: TIM - 55 (11) 98697-9067 or NET FIXED: 55 (11): 2389-3995

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Mitología de la sexualidad especial

Fonte: http://sexualidadespecial.blogspot.com/2011/12/fiestas-inclusivas-por-el-placer-de.html


Ideas en  palabras
Sexualicemos las fiestas: por el PLACER de celebrarlas!

En las dos charlas anteriores, hemos abordado la mitología de la sexualidad especial. Es decir, las formas simbólicas que aún se sostienen en relación a la sexualidad de las personas con diversidad funcional o discapacidad. 

Hoy quería proponerles aunar toda esa mitología sexual, en torno a un gran ritual que por estos días, parece movilizarnos –en mayor o menor media a todos, como son las fiestas, por lo que el tema de hoy sería algo así como hablar de unas"navidades diversas", o de “la sexualidad en estas fiestas” (que por supuesto, deberían ser inclusivas!), quitándole un poco de formalidad al tema (que ya toca!), e intentado dotarlo de la equidad que merece. Si bien, aun resulta bastante extraño plantear de manera conjunta la dupla "Sexualidad y diversidad funcional", lo es aún más si se hace desde el "humor". 

Una persona me comentaba días atrás, a propósito de éste tema, que no estaba segura si era una percepción subjetiva, pero desde hace algún tiempo, se había dado cuenta que todos los regalos que recibía en navidades (más allá de los tradicionales que todos solemos recibir), el caso es que ninguno de ellos la acercaba a ningún perfil que tuviese que ver con lo sexual y que creía que ello tenía que ver con su diversidad funcional. 

La verdad es que no podemos aseverar o inmiscuirnos en el imaginario de quien nos regala, pero al menos podemos suponer o entrever a partir del obsequio que recibimos de qué manera nos percibe ese otro. 

Traslandando éste planteo al territorio de la diversidad funcional y la sexualidad, podríamos decir que al parecer: No todos ni todas estamos invitados a la fiesta o al banquete …y esto supone un reto, o al menos así podemos tomarlo: podemos esperar a que nos inviten o,- lo que creo puede resultar mas atractivo: organizar nuestra propia fiesta. 

¿Y en qué consistiría esta propuesta?: En hacer de estas fiestas una ocasión propicia para superar rituales rígido; por espacios adaptados y por qué no. eróticos. 

La idea es pensar -sol@s o en pareja- de qué manera podemos modificar el chip de los clásicos regalos asexuados y cambiarlos por nuevas propuestas (en éste caso) eróticas, asociadas a la diversidad funcional, regalando,regalándonos y enseñando a regalar a través de la verbalización de nuestros deseos. 
La idea es pensar-sol@s, en pareja- de qué manera podemos modificar el chip de los clásicos regalos y cambiarlos por nuevas propuestas (en éste caso) eróticas, propiciando de alguna manera la educación sexual en diversidad en el otro, en aquel que nos regala pero que no nos reconoce….
En nuestros anteriores encuentros, hemos planteado lo difícil que resulta cambiar muchas de las visiones ancestrales y tradicional respecto de la diversidad funcional o la discapacidad, y a esto podemos sumarle los motivos y las formas de celebrar. Nos enseñaron cómo, cuándo y qué festejar por lo que pretender modificar estos rituales, siempre es visto como un reto hacia la norma social, en una muestra más de asistencia o paternalismo, no sólo asociada a la discapacidad 

Sin embargo, sabemos que cada pueblo, cada cultura, cada hemisferio tiene una forma particular de celebrar las fiestas. Y aquí aparecería la necesaria DIVERSIDAD. 

Todo este material que parece tan sólo simbólico a nivel social y particularmente en lo sexual y que por ser simbólico no solemos darle la importancia que tiene, representa algo desconocido o negado, en éste caso, la sexualidad en diversidad funcional. 

Son muchas las ceremonias ancestrales que se relacionaban de alguna manera con la discapacidad, y podríamos mencionar numerosos rituales a través de la historia y de las diferentes culturas, en las que aparecen rituales que solían dejar fuera a las personas con discapacidad, fundamentalmente al llegar el momento que representa el paso de la niñez a la madurez y que implica la restricción o corte del proceso de sexuación manteniéndolos en un estado eterno de niñez asexuada. Si bien Vivir con una discapacidad no significa ser santo, tan relacionado con muchas visiones católicas sobre la navidad, podríamos decir que resulta admirable la forma en que muchas personas deben sobrevivir ante estas adversidades que socialmente se les imponen. 

Afortunadamente, son cada vez más los profesionales, empresas, comercios o iniciativas que hablan, por así llamarlo del “placer adaptado”. Esto implicaría pensar en las personas con diversidad como potenciales clientes no sólo de productos que tuviesen que ver con la rehabilitación física. No desde una visión consumista a la que parece no podemos negarnos- y más por estos días- pero sí como una opción que desde nuestra decisión personal, podemos optar por elegir o no, pero que sabemos, no nos excluye por el solo hecho de no cumplir con l norma, en tanto standar. 

Y en esta instancia me interesaría mencionar o pensar juntos opciones adaptadas o alternativas que si bien no necesitan adaptación, sí precisan de nuestro ingenio y poder pensar que presentando diversidad funcional o no, muchos de los recursos que tenemos a nuestro alcance, y que son de uso diario, pueden ayudarnos a conectar con una sexualidad más placentera, por ejemplo: sin dolor

Adaptarnos y adaptar. 
Hablamos de Erotizar las sillas, las grúas, los cojines, las cuñas: algo así como comenzar a ver las ortopedias con otros ojos….Jugar Olores, sabores, texturas, palabras, sonidos, fantasías, arneses, muebles y accesorios: juguetes, lencería, pelis, libros, tiquet para un hotel o spa.  o por qué no, plantearnos nuevos propósitos para el nuevo año: buscar pareja...o dejarla...o renovarla...o...fantasear!.

Sexo sobre ruedas, a oscuras o en silencio. Sexualicemos las fiestas: por el PLACER de celebrarlas! 

Protagonizar el cambio y las búsquedas 
Adquirir una mirada sana respecto del placer erótico va más allá de las ingles; las relaciones sexuales, y las capacidades de cada persona. 

Espero haber dado recursos para aquellos que desean alejarse de los clásicos calcetines para ellos, o del delantal de cocina con la cara de papá Noel para ellas…. 


Para quienes les haya resultado de interés el tema, y quieran seguir investigando, o buscar opciones para nuevos y "diversos" regalos, les dejo una serie dedirecciones y enlaces de interés. 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Arte e deficiência




Espetáculo Klepsydra (Rafael Tursi)

Para que servem olhos senão para olhar? Para que servem bocas senão para falar? Para 
que servem pés senão para andar? Como dança quem não dança? Klepsydra põe em cena 
dez exercícios com base na criação do movimento expressivo por pessoas com deficiência.

Ficha Técnica: Direção: Rafael Tursi; Assistência de Direção: Alessandra Rizzi e Clara 
Braga; Orientação: Fabiana Marroni; Monitores: Ana Luísa Faria, Rodrigo Bueno e 
Wellington Britto; Dançantes: Felipe Rodrigo, Kelly Costa, Marina Anchises, Monise Pessoa 
e Thainá Araújo; Gravação de Estúdio: Glauco Maciel; Operação de Áudio: Vinícius Paixão; 
Iluminação: Rafael Andrade; Foto: Clara Braga.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Prioridade para criança com deficiência na ONU



Crianças com deficiência são as que mais sofrem risco de abuso sexual. E são as mais estigmatizadas e excluídas de todas as crianças do mundo.
Por Patricia Almeida
Vários especialistas e defensores dos direitos das crianças com deficiência compareceram à sede da ONU em Nova York na última sexta-feira(17/6) para discutir a promoção e proteção dos direitos destas crianças, que vem ganhando lugar de destaque na agenda das Nações Unidas.
O encontro foi organizado pela Delegação da União Europeia(UE) para a ONU, Missão Permanente do Uruguai junto à ONU, UNICEF, e Departamento da ONU de Assuntos Econômicos e Sociais.
O Chefe em exercício da delegação da UE para ONU, Pedro Serrano, destacou que deficiência será o tema principal proposto na resolução sobre os direitos da criança na próxima Assembléia Geral das Nações Unidas, o que constitui um passo importante na direção da implementação dos direitos das crianças com deficiência.
“Espero que esta resolução ajude todos os estados membros a entender melhor as necessidades das crianças com deficiência e as opções políticas para atendê-las, a fim de produzir um impacto real na prática”, disse ele, que também afirmou o compromisso da União Europeia para o progresso das medidas.
Orientação estratégica
Vladimir Cuk, Diretor de Desenvolvimento dos Direitos Humanos da Aliança Internacional da Deficiência (IDA), começou sua exposição falando sobre a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência(CDPD), adotada pela ONU em 2006, ratificada até agora por 101 países. Disse que o tratado traz as diretrizes estratégicas para a realização dos direitos de todas as crianças com deficiência, reconhecendo que o foco deve ser colocado em seu direito inerente a uma vida livre de discriminação, e receber proteção em grau de igualdade com as demais crianças, incluindo o acesso à educação e à participação plena.
Falando sobre as principais barreiras que as crianças com deficiência enfrentam no dia a dia, o representante da IDA cobrou dos estados partes medidas imediatas contra a discriminação e para garantir pelo menos um mínimo de acessibilidade.
Cuk defendeu ainda a necessidade de mais ampla sensibilização para a questão dos direitos das crianças com deficiência, formação adequada de quadros de profissionais, acessibilidade na comunidade, além de garantia de serviços inclusivos.
O representante da IDA observou que a percepção de que as crianças com deficiência precisariam ter a sorte de nascer em uma comunidade com serviços e apoio adequados estava errada. Para ele, isso “não pode ser uma questão de sorte. “Remover barreiras e aumentar o apoio e a conscientização, bem como proporcionar educação inclusiva, reduz a pressão sobre a família e a criança”, frisou.
De acordo com Cuk é fundamental envolver as famílias para que conheçam os direitos de seus filhos e ganhem maior confiança: “É comum ouvir dos pais que é difícil ter um filho com deficiência, quando o difícil não é ter o filho, mas ter que lutar por transporte, escola e médicos para ele”.
Maior risco de abuso
Criança com deficiência
Marta Santos Pais, representante especial do Secretário-Geral da ONU para assuntos sobre violência contra crianças afirmou que, junto com a Convenção sobre os Direitos das Crianças, a CDPD é um instrumento fundamental, porque adotando-a os estados não precisam reinventar a roda em matéria de legislação. Ela também destacou como extremamente positivo o fato da União Européia ter ratificado o tratado e estar trabalhando para implementá-lo.

Segundo a representante, crianças com deficiência estão em séria desvantagem pois muitas vezes são vistas como um castigo e um fardo, havendo famílias que têm vergonha delas e que as esconde. Por outro lado, muitas famílias não recebem qualquer apoio e várias crianças terminam em instituições de caridade ou acabam nas ruas mendigando. Embora haja poucos estudos a respeito, sabe-se que estas crianças correm maior risco de abuso. Situações extremas incluem a exploração sexual, tortura e até magia negra.
A falta de dados e pesquisas, segundo ela, é devido à invisibilidade das crianças com deficiência e à indiferença da sociedade. Afirmando a urgência de investir na sensibilização e informação, inclusive em pesquisas, Marta Santos Pais alerta também para a necessidade de criar mecanismos amigáveis e acessíveis para coletar as denúncias: “Quando os incidentes de violência ocorrem, as crianças não sabem para onde ir e para quem ligar para pedir conselhos e apoio”, disse ela. “Para as crianças com deficiência, esses desafios são claramente maiores. Se ela for cega, por exemplo, como identificar seu agressor?”
Para ela, o enfoque que será dado à questão durante a próxima Assembleia Geral da ONU será uma oportunidade sem precedentes de chamar a atenção para o assunto.
Corinna Csáky, Conselheira de Proteção Infantil da Save the Children do Reino Unido, prosseguiu com o tema, abordando a questão da violência sexual contra crianças com deficiência.
“Mesmo nos lugares mais desenvolvidos, as crianças com deficiência são sete vezes mais propensas a sofrer abusos do que crianças não-deficientes”, disse ela. “Envolto em tabus e longe de ser uma prioridade política, muito pouca pesquisa tem sido feita sobre este assunto.”
Csáky compartilhou um estudo feito pela Save the Children em colaboração com a Handicap International, intitulado “Out from the Shadows”, que visa lançar luz sobre a questão pouco estudada de violência sexual contra crianças com deficiência e fazer recomendações sobre como enfrentar o problema.
Das sombras
O Diretor de Política e Prática do UNICEF Richard Morgan, reiterou a necessidade de produção de maior número de relatórios que sejam mais abrangentes sobre as crianças com deficiência, a quem se referiu como as mais estigmatizadas e excluídas de todas as crianças do mundo.
“É por causa de seu nível de exclusão que não temos dados confiáveis sobre o número de crianças com deficiência ou onde encontrá-las”, disse ele. “Melhorar a disponibilidade de dados sobre crianças com deficiência deve ser uma prioridade.”
Ele disse que a UNICEF estava dando prioridade ao assunto, tendo contratado a brasileira Rosangela Berman-Bieler para o cargo de assessora sênior sobre crianças com deficiência. Ativista de longa data dos direitos das pessoas com deficiência no Brasil e internacionalmente, Rosangela Berman-Bieler vem orientando os escritórios do UNICEF em todo o mundo sobre a questão.
Concluindo o evento, Lilian Silveira, Representante Permanente Adjunto do Uruguai na ONU, expressou a esperança de que o painel de discussão ajude os participantes a compreender melhor as suas obrigações e compromissos em matéria de crianças com deficiência.
Fonte: UNICEF
Referência:INclui PE

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Xaveco’ - O que fazer na hora H?

Rede Saci - 12/05/2009

A matéria faz parte da pesquisa de Leandra sobre a sexualidade da pessoa com deficiência

Por Leandra Migotto Certeza

Você está procurando companhia? Que tal ‘xavecar’ alguém? Se o problema é medo: relaxe. Agora tem até manuais para ensinar como se dar bem na ‘hora H’. Especialistas dizem que não existem regras para paquerar, mas quem conhece os ‘segredos’ da alma humana, aconselha a soltar as emoções, baixar defesas, sorrir, e não ter medo do desconhecido.

Para o psicólogo, especialista em sexualidade da pessoa com deficiência, Fabiano Puhlmann, paquerar é arriscar conhecer gente nova; uma boa forma de exercitar a quebra de preconceitos. “Qualquer lugar é perfeito. Mas é sempre bom ser curioso e prestar atenção às perguntas e respostas da outra pessoa, não se esquecendo do bom humor, do incentivo, e do caminhar passo a passo, sem definir logo sua intenção. Se aproximar devagar, mas não ficar parado”.

“O mais importante para o xaveco é ele acontecer, e não ficar guardado por medo da rejeição. O melhor nem sempre é aquele que dá certo, mas só o fato de existir, já é muito legal. Quanto mais verdadeiro, sensível e criativo ele for; mais chances você vai ter de se aproximar de alguém”, afirma Fabiano Rampazzo, jornalista e um dos autores do Manual do Xavequeiro (Matrix editora). Para o escritor Antônio*: “mesmo quando não funciona, o xaveco pode ser uma boa maneira de conhecer o jeito de ser de alguém, e de encarar a si mesmo e os outros”.

Rampazzo ainda arisca dizer que o dia em que o xaveco sair de moda a humanidade acaba. “As pessoas só nasceram porque o pai xavecou a mãe”. Antônio* pondera: “O xaveco só sairá de moda quando as pessoas perderem o gosto pela vida, nunca o impulso sexual; justamente porque a cantada não é só hormônio, é sintonia”. Para o jornalista as pessoas ainda são muito carentes de informações e sentem necessidade de trocar experiências. “Percebemos que existem homens querendo xavecar, mas com medo. E mulheres também querendo, mas passando vontade. Por isso fizemos quadro livros e um DVD”.

A bióloga Silvia Sant’ana discorda: “não acredito muito na eficiência do xaveco, prefiro uma abordagem mais sutil. A palavra ‘na moda’ soa como ‘xaveco furado’; acho um termo meio perdido”. A professora Maria* discorda: “para mim o xaveco está na moda, mas temos que tomar cuidado, pois uma cantada mal dada pode virar uma abordagem agressiva, e até assédio sexual”.

Use sempre o bom senso.

Depois de tomar coragem de partir para a conquista, ainda bate aquelas dúvidas? Onde paquerar? Qual o limite da investida? Tomo umas cervejas ou vou de ‘cara limpa’? O que fazer depois de levar um fora? Vejam o que nossos entrevistados disseram.

Rampazzo aponta que lugares mais propícios para receber ou fazer um xaveco são na balada, festa, danceteria, show, parque, rua, sala de espera de consultório, escola, cinema, teatro ou trabalho. Para o jornalista às vezes um lugar com muita gente pode facilitar, pois as pessoas estão mais à vontade; mas um xaveco no supermercado pode ser bom justamente pelo elemento surpresa. Silvia discorda: “nenhum lugar é o pior ou melhor para fazer um xaveco, depende da forma da abordagem. Vale até em um enterro se for bem feito”.

O escritor Antônio* concorda com Silvia; o melhor lugar para xavecar é aquele onde a pessoa atraente está. Maria* acredita que tem que acontecer o clima ideal. “De repente, na sala de espera de um consultório... Ou no trabalho, o que interessa é o momento adequado, só não dá para ser nada forçado”.

E todos os nossos entrevistados concordam: é preciso ter bom senso e, saber qual o momento de parar para não ser chato ou abusar de alguém. “Quando a pessoa não está à vontade não é legal xavecar, pois em vez de sedutor você pode ser um chato. Os xavecos que passei e não 'colaram' foram igualmente importantes, pois o fora é fundamental para qualquer ser humano. Nunca ninguém será uma unanimidade”, comenta Rampazzo.

Antônio* alerta: “nós temos medo de tudo e de nada, conforme a situação. E o medo, bem trabalhado, é sinônimo de prudência. Caretice à parte, timidez e descaramento não combinam com álcool; porque tiram a pessoa do seu normal, da sua postura verdadeira. Falhar é inevitável, quando as coisas não vão bem dentro da gente. Temer a exclusão ou a rejeição faz parte do jogo, mas não deve se tornar regra”.

“O pior xaveco que levei foi ridículo! Estava andando na rua, chegando para trabalhar em São Paulo. O cara começou a andar ao meu lado e perguntou: ‘Como você faz para paquerar alguém?’ Eu fingi que não entendi. Ele insistiu e disse que eu era bonita apesar de ser cega. Acho que um lugar horrível para xavecar é no transporte público. Me parece que é um momento em que as pessoas estão meio desprotegidas. Eu não me sinto confortável”, conta a professora Maria*.

Para Antônio* ninguém está livre de ser ‘romântico’, e de amar alguém além do desejo. “Machismo é anacronismo; já moral religiosa (quando bem dosada) é saudável e predispõe a um relacionamento mais decente. Ir ‘aos finalmentes’ só por ‘obrigação’ é burrice e não leva a nada permanente. É como uma barbarização ditada por modismos. Antiquado ou não, prefiro pensar no ‘outro’ com os mesmos direitos que eu, isto é, ninguém gosta de ser usado”.

Quem xaveca mais: o homem ou a mulher? Existe idade para paquerar?

“O homem xaveca, a mulher é xavecada, desde que o mundo é mundo é assim. Claro, há exceções, mas são raras. A mulher seduz, atrai o homem, mas a abordagem é quase sempre masculina. A minha fase com maior disposição para o xaveco foi entre os 18 e 28 anos. Mas isso está longe de ser uma regra, há homens que se descobrem xavequeiros aos 50. Eu mesmo, com 33, posso ainda viver esta fase de novo. Continuo xavecando a minha namorada. É bom manter sempre a chama acesa. Ainda que teoricamente a juventude, com suas necessidades de descobertas, seja a fase mais propícia para o xaveco”, afirma Rampazzo.

Antônio* discorda: “Ué, e tem fase pra xavecar...? Idade ideal pra sentir atraído por alguém? Isso não existe! Pra mim, só interessa saber se a pessoa se sente viva. Quem sabe xavecar melhor são pessoas abertas aos relacionamentos mais plenos, não importa o sexo. Homens e mulheres com essa visão da vida xavecam mais. Sinceramente, não sei em que época as pessoas começaram a não ter mais vergonha de paquerar. E se o feminismo, a chamada liberdade sexual, a massificação do erotismo, e outros fatores influenciaram a 'arte de xavecar'. Tudo faz parte de um contexto coletivo. É como a atual onda de aceitação da ‘não-privacidade’ (???); passa-se para um padrão de conduta diferente, mas não necessariamente imoral, obsceno. Apenas - no caso da paquera - mais aberto”.

Para Maria* os mais ‘xavequeiros’ ainda são os homens, pois fazem isso muito bem quando querem. “Acredito que eles sejam mais ‘descolados’, e até mais infantis, e menos críticos, por isso, fazem as melhores cantadas”.

“Você vem sempre aqui?”

“Eu estava num bar com minha amiga. Ela me disse que tinha um rapaz olhando insistentemente para ela. Mas estava confusa, porque o cara fazia sinais que ela não entendia. Ao sair do bar; um amigo me disse que eu havia sido muito antipática com aquele cara que ficou a noite toda pedindo para minha amiga me chamar, e eu nem ‘dei bola’. Quando eu contei que pensei que ele estava fazendo sinais para minha amiga e não para mim, o meu ‘paquera’ voltou para o bar e... Bom, tive dois filhos com ele”.

“Faz tempo que de descobri o jeito mais fácil, direto e legal de paquerar alguém: jamais usar a minha deficiência física como ‘propaganda’. Minha estratégia é simples: abro o jogo e corro os riscos”, confessa Antônio*.

“Tenho deficiência visual, por isso a tendência pode ser mais passiva. Porém, já utilizei muitas táticas: passar perto fingindo não estar ‘vendo’ a pessoa e, se possível, dar um esbarrão ou um tropeço bem na hora certa. Ter amigas que funcionam como cúmplices e ‘áudio descritoras’ das paqueras é ótimo, assim, podemos planejar o momento e abordagem ideal... Agora, sobre as artimanhas, não posso contar o ‘pulo do gato", confessa Maria*.

E se mesmo depois de ler todos os manuais, e ouvir os conselhos dos seus amigos; você ainda não sabe como passar um xaveco sem ser chato, ou receber uma cantada e não saber o que dizer; não se ache a ‘última pessoa do mundo’, pois o psicólogo Puhlmann explica que a paquera descompromissada é um jogo gostoso, de sorrisos, olhares meigos, elogios e papo descontraído. Não é algo ameaçador. E com o tempo e a intimidade pode evoluir para um relacionamento. “Aí surge a vontade do aconchego; o bate-papo em lugares românticos; o passeio de mãos dadas; as pequenas viagens; o encontro com os amigos antigos e novos de ambos... E tudo pode acontecer...”

*Os nomes das pessoas entrevistadas foram trocados para preservarem sua identidade.

Manuais sobre xaveco: www.xavequeiro.com.br

Leandra Migotto Certeza é jornalista com deficiência física e desenvolve o projeto em equipe: “Fantasias Caleidoscópicas”, ensaio fotográfico sensual com pessoas com deficiência. O projeto foi premiado no “6º Congresso Internacional Prazeres Dês-Organizados – Corpos, Direitos e Culturas em Transformação”, em Lima (capital do Peru), em junho de 2007; e reapresentado no “I Seminário Nacional de Saúde: Direitos Sexuais e Reprodutivos e Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Ministério da Saúde, em Brasília, em março de 2009. Mais informações: leandramigottocerteza@gmail.com ou BLOG: http://leandramigottocerteza.blogspot.com/

Fonte: http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=25442