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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Leandra falou sobre Sexualidade das Pessoas com Deficiência em Congresso Gratuito e ON LINE sobre Sexualidade

Fico muito feliz pelo ótimo reconhecimento do público pelo meu trabalho. Compartilho com vocês! 

Agradeço, do fundo do coração, pela grande oportunidade de ter sido convidada a participar e estar ao lado de pessoas tão importantes e fortes atuantes na área social.  




Pessoal, a minha palestra teve uma ótima repercussão dia 26 de janeiro de 2017. Por isso, dia 27 de Janeiro de 2017 esteve disponível para ser vista novamente de graça!  

A querida Vanessa Cesnik-Geest escreveu: 
"Estou muito feliz com a repercussão e pelo reconhecimento do trabalho da Leandra Migotto Certeza. Em agradecimento a você que está nos acompanhando e à Leandra que nos ofereceu esse material tão rico ficará disponibilizada a palestra dela dia 27 o dia TODO para você assistir novamente. Se você perdeu essa transmissão aproveite, está incrível. Ah... Lembre-se de comentar e deixar o seu depoimento".



REPERCUSSÃO DA PALESTRA (resumo de mais de 140 comentários na internet): 

1- "Escuchando correctamente la conferencia de Sexualidade das pessoas com deficiência de Leandra. Para mi muy interesante ya que soy sexóloga y trabajo con personas con diferentes discapacidades"​ - Maria Marta Castro Martin, CAPACITADORA Y COORDINADORA em Educar en Sexualidad de Buenos Aires.  

2- "Que palestra fantástica!! Tratou de todos os assuntos com muita clareza, confiança e uma simpatia, está de parabéns"​ - Ricardo Falcão da Faculdade do Vale do Jaguaribe - FVJ.  

3- "Palestra muito interessante e esclarecedora! Todos os profissionais da saúde deveriam assistir."​ - Petrucia Oliveira da Universidade São Judas Tadeu - USJT.  

4- "Parabéns pela palestra! Achei muito abrangente e esclarecedora!"​ - Tatiana da PUC Goiás.  

5- "Muito bom! Trouxe muitos conteúdos importantes"​ - Juliana B Righini da Associação Carpe Diem.  

6- "Excelente! Esclarecedora, humana, necessária!"​ - Caroline Polato Palmeira Zanoni da UFPR (Universidade Federal do Paraná). 

7- "Leandra você é o máximo!!! Parabéns pela palestra, super esclarecedora, direta, objetiva e infelizmente realista quanto aos exemplos dados, ainda nos dias de hoje todo esse preconceito."​ - Iza Michelle Aragão da Faculdade São Francisco de Barreiras.  

8- "Leandra, gratidão por compartilhar tantos conhecimentos! Contribui muito para meu crescimento humano e profissional! Você arrasou! Parabéns!"​ - Estefani Poloni, Terapeuta ocupacional em CREAS - Centro De Referência Especializado de Assistência Social.  

9 - "A sua exposição de situações tão delicadas nos permite refletir até que ponto agimos de maneira ética e humana com as diferenças que fazem parte da sociedade, sociedade esta que insiste em ficar numa superfície cômoda, ao invés de mergulhar na profundidade do que há além das aparências.Parabéns Leandra, sou sua fã"​ - Cau Reis, bacharelanda da Faculdade Regional da Bahia.   








Pessoal, mais informações sobre as palestras do congresso entrem no portal:

http://falandonaquilo.com.br/







segunda-feira, 21 de novembro de 2016

1° Congresso ON LINE gratuito sobre sexualidade para profissionais de saúde




"Como, infelizmente, muitas outras pessoas com deficiência ainda passam por situações terrivelmente humilhantes em relação a sua sexualidade, me sinto na obrigação de alertar a sociedade que TODAS as pessoas com deficiência podem ser felizes do jeito que são. Têm total direito de serem amadas, desejadas, queridas, seduzidas, e principalmente, de se apaixonarem pelos seus corpos. Têm o total direito de se sentirem confortáveis dentro deles, e exalarem felicidade pelos seus poros" - Leandra Migotto Certeza.

 Sexualidade das pessoas com deficiência:

Palestra incrível sobre quais são os principais mitos sobre sexualidade das pessoas com deficiência (seja física, auditiva, visual, intelectual, múltipla e surdocegueira) e como quebrá-los definitivamente. Por que Sexualidade e Deficiência ainda são temas pouco abordados no mundo todo!

Façam suas inscrições agora SOMENTE neste link:

https://go.hotmart.com/F5125553L?ap=e696 






Sexualidade das pessoas com deficiência

Leandra Migotto Certeza: é Jornalista, Palestrante Motivacional e Consultora em Inclusão e Diversidade. Premiada pelo projeto de pesquisa “Fantasias Caleidoscópicas” pela Associação Internacional para o Estudo da Sexualidade, Cultura e Sociedade em Lima; e o apresentou no “I Seminário Nacional de Saúde: Direitos Sexuais e Reprodutivos e Pessoas com Deficiência” em Brasília. Palestra sobre sexualidade da pessoa com deficiência na Secretaria de Promoção da Cidadania da Prefeitura de São José dos Campos (SP); Debate no Centro de Pesquisa e Formação do SESC (SP), e foi entrevistada pela RFI - Rádio France Internationale para abordar sua pesquisa.

+ Informações Clique Aqui

domingo, 16 de junho de 2013

Sexualidade das Pessoas com Deficiência - Sexuality of People with Disabilities




 " (...) Antes eu tinha vergonha de assumir que me gostava. Pensava: o que as pessoas vão dizer? Sei que não sou mais criança (há muito tempo toquei meu corpo e senti vida pulsando!), mas ainda tenho tamanho de uma. E me tratam como se fosse. Sexo? Eu? Como? Não posso, mas quero. Quero tanto! Minha ‘mãe’ (interior?) dizia que eu ficava feia de saia. Meu ‘pai’ (interior?) não queria que eu usasse batom (...) " - Leandra Migotto Certeza - jornalista.


"(...) Before I was ashamed to assume that like me thought:. What people will say I know I'm not a child (a long time I touched my body and felt life pulsing!), But I still size? one. And treat me like one. Sex? I? how? I can not, but I want to. I want so much! My 'mother' (inside?) said I was ugly skirt. My 'father' (inside?) did not want I wear lipstick (...) "- Leandra Migotto Sure - journalist.


Descrição da imagem: foto de Leandra deitada em posição sensual com roupa sex preta, cabelos soltos e maquilagem marcante. Crédito da foto: Vera Albuquerque.  
Image description: Photo Leandra lying in sexy position with black fri clothing, loose hair and striking makeup. Photo credit: Vera Albuquerque.

“Fantasias Caleidoscópicas” é um projeto de pesquisa de arte que busca retratar por meio da fotografia, da palavra e do documentário, a imagem - na maioria das vezes, preconceituosa e carregada de mitos e tabus - que a sociedade tem em relação à sexualidade das pessoas com deficiência no Brasil e no mundo; e desmistificá-la por meio de diversas ações culturais.


"Fantasies Kaleidoscope" is an art research project that seeks to portray through photography, the word and the documentary, the picture - most of the time, biased and full of myths and taboos - that society has regarding sexuality of people with disabilities in Brazil and the world; and demystify it through various cultural activities.

A ideia do projeto é dizer para uma sociedade anestesiada com a ditadura da beleza ideal, da perfeição, dos corpos saudáveis e bem torneados, e das formas esbeltas; que a sedução, as fantasias, os amores, as paixões, e a sensualidade estão na diversidade de corpos, olhares, perfumes, gestos, cores, formas, tamanhos, palavras, texturas, sons e sentimentos, CALEIDOSCOPICAMENTE HUMANOS.


The idea of the project is to say for a society numbed with the ideal beauty of the dictatorship of perfection, healthy and shapely bodies and slender forms; that seduction, fantasies, loves, passions, and sensuality are the diversity of bodies, looks, perfumes, gestures, colors, shapes, sizes, words, textures, sounds and feelings, kaleidoscopically HUMAN.

Pessoas com deficiência seja: física, visual, auditiva, intelectual, múltipla, mental e/ou surdocegueira; jovens; idosas; gestantes; obesas; casais homossexuais e/ou heterossexuais, de várias etnias e condições sociais, foram convidadas a participar de um ensaio fotográfico artístico em poses sensuais, eróticas e/ou semi-nus.


People with disabilities are: physical, visual, auditory, intellectual, multiple, mental and / or deafblindness; young people; elderly; pregnant women; obese; homosexual and / or heterosexual couples from various ethnic groups and social conditions, were invited to participate in an artistic photo shoot in sexy poses, erotic and / or semi-nude.

Para a fotógrafa Vera Albuquerque, questiona-se, assim, o padrão de beleza – instituído pelos meios de comunicação e pela moral dominante – ressaltando a possibilidade de uma democratização do prazer, uma igualdade de direitos sexuais, uma disposição das mentes (e dos corações) contra os juízos prévios e os preconceitos. Para a jornalista Leandra Migotto Certeza, dar voz às imagens é tão importante quanto o registro fotográfico, pois é interessante conhecer as histórias de vida dessas pessoas, que em sua maioria ainda são bem pouco ouvidas.


For the photographer Vera Albuquerque, wonders, so the standard of beauty - set up by the media and the dominant moral - highlighting the possibility of a democratization of pleasure, equal sexual rights, a provision of the minds (and hearts ) against the previous judgments and prejudices. For the journalist Leandra Migotto Sure, give voice to images is as important as the photographic record, it is interesting to know the stories of their lives, most of whom are still very little heard.

O enfoque do projeto está na arte e na educação como agentes transformadores da realidade, aliados à palavra, como testemunha dos fastos e detentora de um poder de mudança na sociedade. O diferencial do projeto é a completa acessibilidade em relação à comunicação (Língua Brasileira de Sinais para pessoas com surdez e Áudio-descrição e impressão em Braille (para pessoas com cegueira) e a arquitetura, por meio de recursos de tecnológicos e Desenho Universal. 

The project focus is on art and education as agents of change in reality, combined with the word, as witness the pomp and holder of a power of change in society. The project is the complete differential accessibility of communication (Brazilian sign language for deaf people and Audio Description and printing in Braille (for people with blindness) and architecture, through technological resources and Universal Design.

Á convite do Movimiento Amplio de Mujeres Línea Fundacional do Peru, o projeto foi apresentado e  premiado em segundo lugar na categoria pôster, durante o “VI Congresso Internacional Prazeres Des/Organizados - Corpos, Direitos e Culturas em Transformação”, realizado pela Universidad Cayetano Heredia,  em Lima em 2007; e apresentado no 1° Seminário Nacional de Saúde: "Direitos Sexuais e Reprodutivos e Pessoas com Deficiência" do Ministério da Saúde (Governo Federal Brasileiro), em 2009. 

Á invitation Movimiento Amplio de Mujeres Línea Founding of Peru, the project was presented and awarded second place in the poster category during the "VI International Congress Prazeres Des / Organized - Bodies, Rights and Culture in Transformation" held at the Universidad Cayetano Heredia in Lima in 2007; and presented at the 1st National Health Seminar: "Sexual and Reproductive Rights and Persons with Disabilities" the Ministry of Health (Brazilian Federal Government) in 2009.

Etapas do projeto:


Project phases:


Primeira Etapa do projeto - “I Encontro Inclusivo, Acessível e Interativo sobre Sexualidade da Pessoa com Deficiência na Arte” para 150 pessoas (50 pessoas no local e 100 por meio de transmissão on-line pela internet) sobre o tema. O encontro de 2 dias (de 4 horas em cada dia, total de 8 horas) poderá ser replicado, caso exista grande demanda de inscrições, orçamento e estruturas compatíveis com a sua realização com total acessibilidade.

First Stage of the project - "I Inclusive Meeting, Affordable and Interactive on the Person with Disabilities Sexuality in Art" for 150 people (50 people on site and 100 through online webcast) on the subject. The meeting of two days (4 hours each day, total of 8 hours) could be replicated if there is high demand for enrollment, budget and structures compatible with its implementation with full accessibility.

Segunda Etapa do projeto: Documentário: “Eles também fazem aquilo?”. Gravação em vídeo acessível de depoimentos de pessoas com deficiência sobre a sua sexualidade: estigmas, tabus, preconceitos e histórias de vida. O documentário será exibido em centros culturais, festivais e universidades e comercializado em DVD;

Second Stage of the project: Documentary: "They also do that?". Recording in handy video testimonials from people with disabilities about their sexuality: stigmas, taboos, prejudice and life stories. The documentary will be shown in cultural centers, festivals and universities and marketed on DVD;

Terceira Etapa do projeto - Realização do ensaio fotográfico artístico acessível com fotos sensuais, eróticas e de semi-nus das pessoas com deficiência física, visual, auditiva, intelectual, múltipla, metal e/ou surdocegueira, sejam elas: jovens; idosas; gestantes; obesas; casais homossexuais e/ou heterossexuais; de várias etnias e condições sociais. O ensaio poderá ser realizado em parceria com centros culturais ou em estúdios particulares acessíveis.

Third Stage of the project - Implementation of artistic photo shoot accessible with sexy photos, erotic and semi-naked people with physical, visual, auditory, intellectual, multiple, metal and / or deafblindness, either: young people; elderly; pregnant women; obese; homosexual and / or heterosexual couples; from various ethnic groups and social conditions. The test may be conducted in partnership with cultural centers or affordable private studios.

Quarta Etapa do projeto - Exposição de arte itinerante com no mínimo 20 fotos do ensaio fotográfico. As imagens serão expostas em centros culturais, galerias de arte, universidades, ONGs e locais de grande circulação como a Rede SESC e SENAC, além de participar de Bienais de Arte pelo mundo;

Fourth Stage of the project - traveling art exhibition with at least 20 photos of the photo shoot. The images will be exhibited in cultural centers, art galleries, universities, NGOs and mass circulation places like SESC and SENAC Network, and participated in Art Biennials the world;

Quinta Etapa do projeto - Duas publicações acessíveis, com entrevistas e imagens dos bastidores do ensaio fotográfico. Os livros serão comercializados no Brasil e no mundo, impressos em tinta, Braille e digital (em arquivo acessível) para garantir a leitura pelas pessoas com cegueira;

Fifth Stage design - Two accessible publications, interviews and images of the photo shoot backstage. The books will be sold in Brazil and the world, printed in ink, Braille and digital (in accessible file) to ensure readability by people with blindness;

Sexta Etapa do projeto - “II Encontro Inclusivo, Acessível e Interativo sobre Sexualidade da Pessoa com Deficiência na Arte” – Evento para conversar sobre a repercussão de todas as etapas do projeto. Serão convidados os profissionais que participaram das ações culturais (incluindo as pessoas fotografadas, os coordenadores, especialistas da área, e os responsáveis pela realização das exposições das fotos). O encontro também será aberto ao público via transmissão on-line para 100 pessoas.   

Sixth Step of the project - "II Inclusive Meeting, Affordable and Interactive on the Person with Disabilities Sexuality in Art" - Event to talk about the effects of all project stages. Will be invited professionals who participated in cultural activities (including photographed people, engineers, experts in the field, and those responsible for carrying out the exhibition of the photos). The meeting will also be open to the public via online transmission to 100 people.  

Objetivos HOJE: Buscar parcerias e patrocinadores para desenvolvimento de recursos de acessibilidade (intérpretes da Língua Brasileira de Sinais, áudio-descrição, sistema Braille, entre outros) e execução completa do projeto em universidades, escolas, empresas, institutos, associações, ONGs, Terceiro Setor, órgãos públicos, centros culturais e educacionais nacionais e internacionais.

Goals TODAY: Seek partnerships and sponsors for development of accessibility features (interpreters of Brazilian Sign Language, audio description, Braille, etc.) and full implementation of the project in universities, schools, companies, institutes, associations, NGOs, Third industry, government agencies, cultural centers and national and international education.



Tels: TIM - 55 (11) 98697-9067 ou NET FIXO: 55 (11): 2389-3995

Blog: http://fantasiascaleidoscopicas.blogspot.com/
Email: leandramigottocerteza@gmail.com


Tel: TIM - 55 (11) 98697-9067 or NET FIXED: 55 (11): 2389-3995

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Xaveco’ - O que fazer na hora H?

Rede Saci - 12/05/2009

A matéria faz parte da pesquisa de Leandra sobre a sexualidade da pessoa com deficiência

Por Leandra Migotto Certeza

Você está procurando companhia? Que tal ‘xavecar’ alguém? Se o problema é medo: relaxe. Agora tem até manuais para ensinar como se dar bem na ‘hora H’. Especialistas dizem que não existem regras para paquerar, mas quem conhece os ‘segredos’ da alma humana, aconselha a soltar as emoções, baixar defesas, sorrir, e não ter medo do desconhecido.

Para o psicólogo, especialista em sexualidade da pessoa com deficiência, Fabiano Puhlmann, paquerar é arriscar conhecer gente nova; uma boa forma de exercitar a quebra de preconceitos. “Qualquer lugar é perfeito. Mas é sempre bom ser curioso e prestar atenção às perguntas e respostas da outra pessoa, não se esquecendo do bom humor, do incentivo, e do caminhar passo a passo, sem definir logo sua intenção. Se aproximar devagar, mas não ficar parado”.

“O mais importante para o xaveco é ele acontecer, e não ficar guardado por medo da rejeição. O melhor nem sempre é aquele que dá certo, mas só o fato de existir, já é muito legal. Quanto mais verdadeiro, sensível e criativo ele for; mais chances você vai ter de se aproximar de alguém”, afirma Fabiano Rampazzo, jornalista e um dos autores do Manual do Xavequeiro (Matrix editora). Para o escritor Antônio*: “mesmo quando não funciona, o xaveco pode ser uma boa maneira de conhecer o jeito de ser de alguém, e de encarar a si mesmo e os outros”.

Rampazzo ainda arisca dizer que o dia em que o xaveco sair de moda a humanidade acaba. “As pessoas só nasceram porque o pai xavecou a mãe”. Antônio* pondera: “O xaveco só sairá de moda quando as pessoas perderem o gosto pela vida, nunca o impulso sexual; justamente porque a cantada não é só hormônio, é sintonia”. Para o jornalista as pessoas ainda são muito carentes de informações e sentem necessidade de trocar experiências. “Percebemos que existem homens querendo xavecar, mas com medo. E mulheres também querendo, mas passando vontade. Por isso fizemos quadro livros e um DVD”.

A bióloga Silvia Sant’ana discorda: “não acredito muito na eficiência do xaveco, prefiro uma abordagem mais sutil. A palavra ‘na moda’ soa como ‘xaveco furado’; acho um termo meio perdido”. A professora Maria* discorda: “para mim o xaveco está na moda, mas temos que tomar cuidado, pois uma cantada mal dada pode virar uma abordagem agressiva, e até assédio sexual”.

Use sempre o bom senso.

Depois de tomar coragem de partir para a conquista, ainda bate aquelas dúvidas? Onde paquerar? Qual o limite da investida? Tomo umas cervejas ou vou de ‘cara limpa’? O que fazer depois de levar um fora? Vejam o que nossos entrevistados disseram.

Rampazzo aponta que lugares mais propícios para receber ou fazer um xaveco são na balada, festa, danceteria, show, parque, rua, sala de espera de consultório, escola, cinema, teatro ou trabalho. Para o jornalista às vezes um lugar com muita gente pode facilitar, pois as pessoas estão mais à vontade; mas um xaveco no supermercado pode ser bom justamente pelo elemento surpresa. Silvia discorda: “nenhum lugar é o pior ou melhor para fazer um xaveco, depende da forma da abordagem. Vale até em um enterro se for bem feito”.

O escritor Antônio* concorda com Silvia; o melhor lugar para xavecar é aquele onde a pessoa atraente está. Maria* acredita que tem que acontecer o clima ideal. “De repente, na sala de espera de um consultório... Ou no trabalho, o que interessa é o momento adequado, só não dá para ser nada forçado”.

E todos os nossos entrevistados concordam: é preciso ter bom senso e, saber qual o momento de parar para não ser chato ou abusar de alguém. “Quando a pessoa não está à vontade não é legal xavecar, pois em vez de sedutor você pode ser um chato. Os xavecos que passei e não 'colaram' foram igualmente importantes, pois o fora é fundamental para qualquer ser humano. Nunca ninguém será uma unanimidade”, comenta Rampazzo.

Antônio* alerta: “nós temos medo de tudo e de nada, conforme a situação. E o medo, bem trabalhado, é sinônimo de prudência. Caretice à parte, timidez e descaramento não combinam com álcool; porque tiram a pessoa do seu normal, da sua postura verdadeira. Falhar é inevitável, quando as coisas não vão bem dentro da gente. Temer a exclusão ou a rejeição faz parte do jogo, mas não deve se tornar regra”.

“O pior xaveco que levei foi ridículo! Estava andando na rua, chegando para trabalhar em São Paulo. O cara começou a andar ao meu lado e perguntou: ‘Como você faz para paquerar alguém?’ Eu fingi que não entendi. Ele insistiu e disse que eu era bonita apesar de ser cega. Acho que um lugar horrível para xavecar é no transporte público. Me parece que é um momento em que as pessoas estão meio desprotegidas. Eu não me sinto confortável”, conta a professora Maria*.

Para Antônio* ninguém está livre de ser ‘romântico’, e de amar alguém além do desejo. “Machismo é anacronismo; já moral religiosa (quando bem dosada) é saudável e predispõe a um relacionamento mais decente. Ir ‘aos finalmentes’ só por ‘obrigação’ é burrice e não leva a nada permanente. É como uma barbarização ditada por modismos. Antiquado ou não, prefiro pensar no ‘outro’ com os mesmos direitos que eu, isto é, ninguém gosta de ser usado”.

Quem xaveca mais: o homem ou a mulher? Existe idade para paquerar?

“O homem xaveca, a mulher é xavecada, desde que o mundo é mundo é assim. Claro, há exceções, mas são raras. A mulher seduz, atrai o homem, mas a abordagem é quase sempre masculina. A minha fase com maior disposição para o xaveco foi entre os 18 e 28 anos. Mas isso está longe de ser uma regra, há homens que se descobrem xavequeiros aos 50. Eu mesmo, com 33, posso ainda viver esta fase de novo. Continuo xavecando a minha namorada. É bom manter sempre a chama acesa. Ainda que teoricamente a juventude, com suas necessidades de descobertas, seja a fase mais propícia para o xaveco”, afirma Rampazzo.

Antônio* discorda: “Ué, e tem fase pra xavecar...? Idade ideal pra sentir atraído por alguém? Isso não existe! Pra mim, só interessa saber se a pessoa se sente viva. Quem sabe xavecar melhor são pessoas abertas aos relacionamentos mais plenos, não importa o sexo. Homens e mulheres com essa visão da vida xavecam mais. Sinceramente, não sei em que época as pessoas começaram a não ter mais vergonha de paquerar. E se o feminismo, a chamada liberdade sexual, a massificação do erotismo, e outros fatores influenciaram a 'arte de xavecar'. Tudo faz parte de um contexto coletivo. É como a atual onda de aceitação da ‘não-privacidade’ (???); passa-se para um padrão de conduta diferente, mas não necessariamente imoral, obsceno. Apenas - no caso da paquera - mais aberto”.

Para Maria* os mais ‘xavequeiros’ ainda são os homens, pois fazem isso muito bem quando querem. “Acredito que eles sejam mais ‘descolados’, e até mais infantis, e menos críticos, por isso, fazem as melhores cantadas”.

“Você vem sempre aqui?”

“Eu estava num bar com minha amiga. Ela me disse que tinha um rapaz olhando insistentemente para ela. Mas estava confusa, porque o cara fazia sinais que ela não entendia. Ao sair do bar; um amigo me disse que eu havia sido muito antipática com aquele cara que ficou a noite toda pedindo para minha amiga me chamar, e eu nem ‘dei bola’. Quando eu contei que pensei que ele estava fazendo sinais para minha amiga e não para mim, o meu ‘paquera’ voltou para o bar e... Bom, tive dois filhos com ele”.

“Faz tempo que de descobri o jeito mais fácil, direto e legal de paquerar alguém: jamais usar a minha deficiência física como ‘propaganda’. Minha estratégia é simples: abro o jogo e corro os riscos”, confessa Antônio*.

“Tenho deficiência visual, por isso a tendência pode ser mais passiva. Porém, já utilizei muitas táticas: passar perto fingindo não estar ‘vendo’ a pessoa e, se possível, dar um esbarrão ou um tropeço bem na hora certa. Ter amigas que funcionam como cúmplices e ‘áudio descritoras’ das paqueras é ótimo, assim, podemos planejar o momento e abordagem ideal... Agora, sobre as artimanhas, não posso contar o ‘pulo do gato", confessa Maria*.

E se mesmo depois de ler todos os manuais, e ouvir os conselhos dos seus amigos; você ainda não sabe como passar um xaveco sem ser chato, ou receber uma cantada e não saber o que dizer; não se ache a ‘última pessoa do mundo’, pois o psicólogo Puhlmann explica que a paquera descompromissada é um jogo gostoso, de sorrisos, olhares meigos, elogios e papo descontraído. Não é algo ameaçador. E com o tempo e a intimidade pode evoluir para um relacionamento. “Aí surge a vontade do aconchego; o bate-papo em lugares românticos; o passeio de mãos dadas; as pequenas viagens; o encontro com os amigos antigos e novos de ambos... E tudo pode acontecer...”

*Os nomes das pessoas entrevistadas foram trocados para preservarem sua identidade.

Manuais sobre xaveco: www.xavequeiro.com.br

Leandra Migotto Certeza é jornalista com deficiência física e desenvolve o projeto em equipe: “Fantasias Caleidoscópicas”, ensaio fotográfico sensual com pessoas com deficiência. O projeto foi premiado no “6º Congresso Internacional Prazeres Dês-Organizados – Corpos, Direitos e Culturas em Transformação”, em Lima (capital do Peru), em junho de 2007; e reapresentado no “I Seminário Nacional de Saúde: Direitos Sexuais e Reprodutivos e Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Ministério da Saúde, em Brasília, em março de 2009. Mais informações: leandramigottocerteza@gmail.com ou BLOG: http://leandramigottocerteza.blogspot.com/

Fonte: http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=25442

Fantasias Caleidoscópicas é premiado em Lima

Projeto brasileiro debate deficiência e sexualidade durante conferência do IASSCS

Por Marina Maria*

De 27 a 29 de julho de 2007, foi realizado em Lima, no Peru, o VI Congresso Internacional Prazeres Des/Organizados - Corpos, Direitos e Culturas em Transformação, promovido pela Associação Internacional para o Estudo da Sexualidade, Cultura e Sociedade (IASSCS). Integrantes do Sexuality Policy Watch participaram das atividades do congresso, na Universidad Cayetano Heredia, que se consolidou como um espaço de debate sobre direitos sexuais nos novos contextos políticos e culturais da América Latina e no resto do mundo.

Entre os trabalhos destacados nesta edição está o de Leandra Migotto Certeza, jornalista brasileira e ativista de direitos humanos que ficou em segundo lugar na categoria Apresentação de Pôster, com o projeto Fantasias Caleidoscópicas . Com apoio da IASSCS, a jornalista participou do evento e apresentou parte do ensaio fotográfico da fotógrafa Vera Albuquerque, em que pessoas com deficiência (física, auditiva, visual, intelectual, múltipla e/ou surdocegueira) são convidadas a mostrar sua beleza e sensualidade para as lentes.

Segundo Leandra, o objetivo delas com estes registros é questionar e romper com o paradigma da beleza instaurado na sociedade atualmente e reforçado pela mídia, em geral. “Vera questiona o padrão de beleza instituído pelos meios de comunicação e pela moral dominante, ressaltando a possibilidade de uma democratização do prazer, uma igualdade de direitos sexuais, uma disposição das mentes (e de corações) contra os juízos prévios e os pré-conceitos”, destaca Leandra.

O projeto teve início em 2004, com a proposta de expor as fotos artísticas em espaços públicos, como museus, universidades e centros culturais, no Brasil e no exterior e, futuramente, gerar dois livros, um com as fotos e outro com as entrevistas feitas por Leandra com as pessoas fotografadas. No momento, o projeto busca parcerias com empresas e organizações não-governamentais para continuar.

Já o convite para participar do VI Congresso Internacional Prazeres Des/Organizados foi feito por Maria Esther Mogollón, jornalista e mestre em Gênero, Sexualidade e Saúde Reprodutiva pela Universidad Peruana Cayetano Heredia e integrante do Movimiento Amplio de Mujeres Fundacional (MAM).

Durante o evento, Leandra foi uma das debatedoras de uma mesa coordenada por Maria Esther Mogollón com o tema Sexualidad y Mujeres con Discapacidad, junto com Maria Rosa Pimentel, Madezcha Cépeda Basán e Marta Montoya, mulheres peruanas também com deficiência integrantes da MAM. As participantes procuraram romper com estigmas em torno do tema sexualidade de pessoas com deficiência e, a partir disso, defender o direito à participação deste grupo, ainda em situação de vulnerabilidade. Marta, por exemplo, que nasceu com deficiência visual, compartilhou sua experiência como mãe de dois filhos, e Madezcha deu um depoimento sobre sua vida após acidente que deixou seqüelas físicas em seu corpo e, principalmente, falou sobre sua sexualidade.

Além das fotos e do debate, a jornalista expôs, junto a cartoons produzidos por Ricardo Ferraz, um panorama sobre a realidade da pessoa com deficiência no Brasil, denunciando que a sexualidade e outros aspectos relativos a esta parcela da população não são, em geral, trabalhados. Ao mesmo tempo, que dados do Censo Demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2000 mostram que existem 24,5 milhões de brasileiros(as) com deficiência – o equivalente a 24,5% da população brasileira – o que se observa, na prática, é que pessoas com deficiência estão inseridas num constante ciclo de invisibilidade. Assim, não são contempladas por políticas públicas, não são incluídas em projetos sociais em desenvolvimento, tanto na esfera governamental quanto na da sociedade civil organizada, e sequer mencionadas de forma transversal em pesquisas e estudos sobre distintas temáticas.

Com relação à abordagem do tema no congresso, Leandra informou que “infelizmente, mais uma vez, o tema da deficiência não foi sequer citado por 99% dos(as) palestrantes. É uma realidade que não pode ser mais esquecida pelas pessoas que trabalham pelos Direitos Humanos”. Apesar disso, ela avalia sua participação no VI Congresso Internacional Prazeres Des/Organizados - Corpos, Direitos e Culturas em Transformação e a premiação de seu trabalho como marcos na discussão em torno do direito de pessoas com deficiência vivenciarem suas experiências sexuais e afetivas. “Muitas dessas vozes (de pessoas com deficiência) foram ‘ouvidas’ por meio das imagens e dos depoimentos que apresentei no congresso, junto aos dados sobre a deficiência no Brasil. Foi sem dúvida, um momento histórico”, finaliza.

Mais informações sobre o trabalho de Leandra Migotto Certeza:

Tel.: +55 11 3453-5370
* Marina Maria é jornalista do Secreatariado do Observatório de Sexualidade e Política, na Abia

Grávida de mim mesma

Por Leandra Migotto Certeza


Estou grávida de mim mesma. A concepção aconteceu tão rápido que eu nem me dei conta que o óvulo foi fecundado há mais de 14 anos, depois de muitas tentativas imaturas. A gestação é dolorida e pesada, e está só começando…

O embrião se contorce a cada nova descoberta. A respiração fica mais lenta ou acelera a cada novo choro convulsivo ou abafado. O medo e a insegurança dão lugar a novas descobertas.

Conhecer a si mesmo no mesmo ritmo que se sente é complicado, mas parece o jeito mais sólido e intenso de se transformar e evoluir. Eu não posso engravidar, mas tenho o direito de ser mãe tendo uma deficiência física! Eu não posso dançar flamenco e tango, mas tenho o direito de me arrepiar quando vejo os corpos se unirem com a alma, a cada passo dos bailarinos.

Queria estar no lugar de quem tem um corpo diferente do meu. Tenho o direito de desejar ser outra pessoa, e como é bom! Não preciso bancar a conformada, aceitar a roupa de heroína (que me colocaram) ou me afundar no poço da depressão. Escolhi o caminho do meio.

Eu não posso fazer amor com tanta volúpia, e em posições que sempre sonhei; mas posso ter orgasmos estupendos! Eu não posso sentir meu corpo mudar, ao abrigar um novo ser em meu ventre, mas posso amar – incondicionalmente – as crianças que habitam e habitarão o meu coração.

Crescer é isso… Lidar com frustrações o tempo todo. Saber que a resiliência é o nome bonito que deram para a capacidade de amar. Eu não posso amamentar um bebê quentinho em meus braços, mas tenho muita seiva escorrendo, pelos fios da minha alma, para alimentar espíritos sedentos.

Eu tenho 96 cm, e o tamanho de quem eu queira ser, a cada novo amanhecer. Eu tenho o direito de me revoltar, quebrar vidraças internas, gritar bem alto e depois adormecer no colo do meu amado. Fui poupada de tantas dores que a ferida só aumentou. A culpa não existe. É um sentimento idiota que o ser humano inventou para se auto-punir, por temer se olhar no espelho. Religião é re-ligar, e não desligar o ser da realidade da sua imperfeição. Mas o melhor mesmo é encontrar um significado novo, a cada dia, para o que podemos ou não conseguimos.

O processo de crescimento é lento, mas tem raízes, tronco, caules, folhas, flores e frutos. Muitos frutos! Não é infértil. É grávido de vida. O meu auto-conhecimento se intensificou com a pancada da impossibilidade de não engravidar nunca. O meu conhecimento sobre a vida; se multiplica cada vez que eu aprendo a me adaptar às potencialidades; e me dou o direito de vomitar o que sei que posso transformar, mesmo que ainda seja indigesto.


Descrição da imagem: foto, em close, das minhas pernas fechadas e com as mãos cruzadas sobre os joelhos, bem no meio do local por onde nascem os bebês. Estou de bermudas jeans super curtas; e sentada em minha cadeira de rodas.

Reconhecimento Internacional do Projeto Fantasias Caleidoscópicas

Fantasías caleidoscópicas

Por Luis Eduardo Martínez

“Siempre he estado orgullosa, incluso en medio de las prótesis, del dolor, de mis formas retorcidas, y la falta de piernas. Siempre me ha gustado sonreír. Siempre sentí atractivo por mostrarme. Por amarme. Por quererme”. Con estas palabras, Leandra Migotto Certeza, una periodista brasileña con una notoria discapacidad motriz que afectó seriamente su crecimiento, da la bienvenida a un osado proyecto fotográfico y literario, donde a modo de ensayo incursiona en su propio potencial erótico. Leandra es una acreditada referente del colectivo de personas con discapacidad en su país, además de reportera de la Red SACI, columnista de la Agencia Inclusive y la Revista Sentidos, activista en derechos humanos de la ONG Conectas y voluntaria de la Asociación Brasileira de Osteogénesis Imperfecta.

El proyecto que Leandra encarna junto a la fotógrafa Vera Albuquerque se titula “Fantasías Caleidoscópicas, cuerpos diferentes, miradas reflejadas”, y se trata de una investigación en equipo que busca retratar la imagen (la mayor parte de las veces, prejuiciosa) que la sociedad tiene de la sexualidad de las personas con discapacidad, a través de: un ensayo fotográfico sensual, una exposición itinerante, dos publicaciones y charlas interactivas sobre salud sexual en instituciones educativas y centros culturales de Brasil y otros países interesados en el proyecto.

Para la fotógrafa, este proyecto cuestiona los patrones de belleza instituidos por los medios de comunicación o por la moral dominante, resaltando la posibilidad de una democratización del placer, una igualdad de los derechos sexuales, una disposición de las mentes y de los corazones contra los juicios previos y los preconceptos.

Por su parte, la periodista y activista señala que dar voz a estas imágenes (donde además participan distintos colectivos marginalizados) es importante en cuanto registro fotográfico, pues el enfoque central del proyecto está en el arte y en la educación como agentes de transformación de la realidad, aliados a la palabra, como testimonio de un poder capaz de cambiar a la sociedad.

Siendo mucho más que una mera muestra sobre arte y erotismo, Fantasías Caleidoscópicas reúne una reivindicación social, un proyecto educativo y, por sobre todo, un ejemplo de vida, donde Leandra comparte testimonios pocas veces manifestados en sociedad por parte de una mujer con discapacidad. “Conocí otras bocas, probé otros gustos, sentí otros perfumes, toqué otras pieles, conocí otros cuerpos. Pero siempre de personas con alguna condición física diferente de lo que la sociedad nos impone como patrón. Fueron experiencias únicas y muy significativas para mi madurez sexual. Me enamoré bastante, pero siempre en procura de algo más allá del deseo carnal. Viví intensamente cada fantasía sexual y experimenté muchas sensaciones deliciosas… Pero todo fue hecho siempre a escondidas. En el fondo no me asumía. No asumía que tenía un cuerpo preparado para seducir. No me imaginaba junto a alguien que no tuviera una discapacidad física”, comparte Leandra en el site de sus Fantasías Caleidoscópicas.

Para Leandra, este proyecto ayudará a la sociedad en general a derribar los límites de su percepción de lo bello y lo deseable, pero por sobre todo permitirá a las familias de las personas con discapacidad considerarlos y respetarlos como seres sexuales. “Lo más difícil todavía es mostrar a mi familia que ya crecí. Que no soy una niña y menos asexuada. Cuando comencé mi última relación escuché comentarios terribles que me rasgaban por dentro. Las personas que más amo en la vida no creían que yo pudiese ser, simplemente, feliz. ¿Por qué será que los padres de las personas con discapacidad no aceptan que sus hijos tienen sexualidad? ¿Por qué será tan doloroso para ellos asumir que sus hijos pueden ser felices realizándose en la cama (en el sofá, en el suelo, en la escalera, en el ascensor…) con sus cuerpos, simplemente diferentes? Espero que un día, todos aprendan que la simetría y la perfección fueron conceptos creados por ellos mismos, por lo tanto, pueden ser destruidos en cualquier momento”.

En este proyecto no hay espacios para la complacencia de una mirada segura de sus búsquedas, anquilosada dentro de patrones establecidos. Cada imagen, cada testimonio ironiza sobre los parámetros de lo aceptado y abre una brecha para la reflexión seria y comprometida acerca del daño que los preconceptos generan en la sociedad y la propia persona que los sostiene. “Es terrible sentir que los prejuicios todavía están tan arraigados. Existen varios pésimos profesionales de la salud que, simplemente, ignoran la sexualidad de las personas con discapacidad. Yo misma sufrí una agresión tan intensa que nunca va a cicatrizar. A los 18 años, fui obligada a visitar a una ginecóloga amiga de mi familia. Una mujer amarga, estúpida y totalmente antiética. Incrustó un libro de anatomía en mi cara, me trató como una niña y me dijo que yo no tenía derecho de usar mi cuerpo para nada. Me prohibió tener relaciones sexuales, y luego -mirándome a los ojos y apuntando con el dedo a mi nariz- que yo no podía hacer nada con mi cuerpo sin antes hablar con alguien de mi familia. Además de todo esto tuvo cara para preguntarme si ya había tenido novio. Quiso saber, en detalles, todo lo que yo había hecho con él. Me obligó a contar todo. No respondió ninguna de las preguntas que le hice. No esclareció ninguna duda. No me informó sobre métodos anticonceptivos ni sobre enfermedades de transmisión sexual. Y lo peor de todo es que se negó a examinarme”.

Vera Albuquerque y Leandra Migotto Certeza han asumido sin dudas un proyecto verdaderamente integral y esclarecedor acerca de la sexualidad y el erotismo en las personas con discapacidad, que no sólo permitirá abrir este espacio vedado hacia la sociedad en general, sino que por sobre todo servirá como inspiración a muchas personas con diversidad de condiciones físicas y sensoriales para auto-explorar el variado universo de su sexualidad.

“La idea es decir a una sociedad anestesiada (esperamos que no esté ‘en coma’) con la dictadura de la belleza ideal, de la perfección, de los cuerpos saludables y bien torneados, de las formas esbeltas, que la seducción, las fantasías, los amores, las pasiones y la sensualidad están en la diversidad de cuerpos, miradas, perfumes, gestos, colores, formas, tamaños, palabras, texturas, sonidos y sentimientos, caleidoscópicamente humanos”, concluye Leandra.

Fontes: http://www.minusval2000.com/relaciones/ArchivosRelaciones/erotismo_y_sensualidad.html


http://www.elcisne.org/ampliada.php?id=1495

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Como tudo começou...


Descrição da imagem: Leandra e seu amado noivo, Marcos em total esplendor.

Por Leandra Migotto Certeza*

A ideia de posar para fotos sensuais foi de Vera. Eu só senti uma atração irresistível por tudo o que ela dizia. Há alguns anos havia posado para ela para impressionar o meu primeiro namorado. Brincadeira de menina. Vontade de mostrar todo meu poder de seduzir. Muito mais a mim mesma do que a ele. Sempre fui vaidosa mesmo em meio a gessos, dores, formas contorcidas, e falta de pernas. Sempre gostei muito de sorrir. Sempre senti vontade de me mostrar. De me exibir. De me amar. De me querer. Os tempos foram passando e essa vontade aumentando...

Hoje os embates internos são menos intensos, e as dores inferiores aos prazeres que descobri em meu corpo ‘diferente’. Antes eu tinha vergonha de assumir que me gostava. Pensava: o que as pessoas vão dizer? Sei que não sou mais criança (há muito tempo toquei meu corpo e senti vida pulsando!), mas ainda tenho tamanho de uma. E me tratam como se fosse. Sexo? Eu? Como? Não posso, mas quero. Quero tanto! Minha ‘mãe’ (interior?) dizia que eu ficava feia de saia. Meu ‘pai’ (interior?) não queria que eu usasse batom. Quando tinha cinco para seis anos fiz meu primeiro ‘ensaio’ fotográfico. Posei para minha tia. Fantasias mil... Vestiram-me de coelhinha (não a coelhinha da Playboy), palhaçinha, indiazinha... Fiz ‘caras e bocas’. Sorri. Fui feliz. Muito feliz.

Depois vieram os carnavais. Desfilei de melindrosa, fadinha... Dancei no colo, tomando emprestadas as pernas do meu pai e dos meus tios amados. Exibi-me. Contaram-me que antes desses tempos eu já gostava de tirar fotos. Que sempre gostei de me mostrar. Por que será? Ainda bem. Só depois que descobri o quanto isso foi bom para minha vida. Muito mais do que auto-estima e tralalás - como dizem os especialistas - eu simplesmente me AMAVA. Em meio a uma sociedade cheia e impregnada de supostos ‘valores morais’, infestada de pré-conceitos sobre o que é certo e o que é errado, apenas fui eu mesma, sem medo de ser FELIZ (como sabiamente disse o querido compositor brasileiro, Gonzaguinha).

‘Pecados’... Oh, ‘pecados’! ‘Cometi’ vários. E como foi bom! Faria tudo outra vez. Sempre. Para mim, amar é se gostar. É sentir o seu corpo. É pulsar junto com a vida que corre em suas veias. Sentir êxtase é renascer. Fomos feitos de um ato de amor que primeiro foi sedução. Seduzir pra mim é muito mais do que desejo sexual. É um encontro de energias. Energias cheias de vidas. E vidas são feitas por troca de energias. Corpo e alma se fundem em um ato de puro prazer. Quando falo de vidas que são feitas, não estou dizendo apenas da maravilhosa (eu creio) procriação, mas de encontros sutis que ‘gestam’ felicidade entre pessoas que se gostam; se querem; se desejam; e se curtem eternamente ou enquanto durarem esse encontro tão mágico e humano. Sejam elas do mesmo sexo ou não.

Quando eu tinha 14 anos, as meninas falavam de vestidos, saias, saltos altos, valsas, cabelos longos, maquilagens... Eu ia me formar na antiga oitava série, e tinha vergonha de me mostrar como era: uma menina que estava desabrochando. Pelos seios que cresciam em meu pequeno corpo, pelos quadris que se alargavam junto as minhas curtas pernas, pelos pêlos que apareciam em lugares ‘proibidos’, e principalmente pela grande vontade de beijar na boca. Por que temia tanto mostrar a todos que gostava de mim mesma sendo diferentes delas? Não sei. Até hoje me pergunto, porque sofri tanto me preocupando com a opinião dos outros, se no fundo eu me gostava. Mas como dizem os especialistas só construirmos nossa imagem pelos olhares dos outros.

Sempre fui olhada, observada, esquartejada, detalhada... Sempre fui comentada, falada, cochichada, fofocada, julgada... Poucos se aproximavam para me conhecer. Ainda não os compreendo, mas não os culpo muito (só um pouco). Mas naquela época foi MUITO duro viver. Afinal, nasci em uma sociedade que valoriza o equilíbrio, a beleza perfeita, o linear, a sincronia, a coerência, a igualdade das formas... Resumindo: o ideal da perfeição que não existe nesse Planeta. Todos os seres humanos são DIFERENTES. Todos sem exceção. Para mim a beleza é a forma CALEIDOSCÓPICA que TODAS as pessoas têm. Beleza, sedução, sensualidade, sexualidade, amor, paixão, sexo, tesão e desejo são energias tão sutis e tão FORTES que estão em tudo que fazemos.

Fui à formatura da oitava série. Vesti um lindo tubinho branco com bolero de lese, feito com todo carinho por minha adorável tia. Fiz um penteado todo especial e caprichei na maquilagem. Pintei as unhas, coloquei um sapatinho branco, passei perfume e vesti meias de seda. Deixei-me levar pela minha beleza interior e EXTERIOR. Entreguei rosas vermelhas para a diretora do colégio. Dancei a noite toda com as pernas emprestadas do meu tio, e fui feliz. Muito FELIZ mesmo. Felicidade que só foi crescendo a cada dia...

Depois vieram as baladas, as festas, as noitadas... E eu nunca freei meus desejos. Dancei até cair nas pistas. Vesti mini-saias. Caprichei nos decotes grandes. Abusei dos brilhos. Soltei os cabelos. Usei salto alto (na medida do possível). Vesti meias arrastão. Fiz cara e bocas. Seduzi a vida! O encontro com o sexo (?) incompleto, veio muito tempo depois. Infelizmente, como grande parte das pessoas com deficiência, fui sempre taxada como assexuada. Dei meu primeiro beijo na boca só aos 21 anos. Antes os meninos riam de mim. Não se aproximavam. Deviam me achar mesmo uma ‘aberração da natureza’ porque sempre se afastavam das minhas investidas.

Meu primeiro namorado foi um garoto com a mesma condição física do que eu. Ele também estava começando a se conhecer. Demos o nosso primeiro beijo escondidos no escurinho do cinema. Foi um furacão de emoções. Uma libido em ebulição. Mais de 10 anos de desejos reprimidos explodiram. Quando éramos adolescentes não nos deixavam participar do lúdico jogo de sedução costumeiro da nossa idade. Éramos sempre eternas crianças nos colos dos nossos pais. Quando começamos a nos encontrar, todos tiveram medo de que fossemo-nos ‘machucar’. Descobrirmos um pouco mais dos nossos corpos, mas ainda tínhamos muito que amadurecer...

Depois conheci outras bocas, provei outros gostos, senti outros perfumes, toquei outras peles, conheci outros corpos. Mas sempre de pessoas com alguma condição física diferente do que a sociedade nos ‘impôs’ como padrão. Foram experiências únicas, e muito significativas para o meu ‘amadurecimento sexual’. Namorei bastante, mas sempre a procura de algo além do desejo carnal. Curti intensamente cada fantasia sexual, e experimentei muitas sensações deliciosas... Mas tudo foi feito sempre muito às escondidas. No fundo eu não me assumia. Não assumia que tinha um corpo pronto para seduzir alguém. Não me imaginava junto com alguém sem alguma deficiência física.

Aos 22 anos me ‘apaixonei’ platonicamente por um garoto dito ‘normal’. Foi uma experiência diferente de tudo o que eu havia vivido. Confesso que em meio às loucas fantasias (que aconteciam dentro da minha cabeça), não tinha muito tempo para pensar se ele aceitaria o meu corpo do jeito que é. O que me fascinava nele era um conjunto de coisas. E pela primeira vez na vida, admiti a possibilidade de ser amava (caso ele me correspondesse, é claro!) por alguém sem uma deficiência. Esse menino parecia ‘gostar’ de mim pelo o que eu era, corpo, mente e espírito (não nessa ordem, mas tudo bem). Mas tudo ficou ‘subentendido’, e a paixão não se concretizou.

O mais importante foi que eu me permiti a assumir para os outros que eu podia sim gostar de alguém sem deficiência. Mas, confesso que o terrível e doloroso sentimento de inferioridade, sempre continuou me passando pela cabeça. Por isso, que mesmo tendo um pouco mais de amor próprio, procurei ajuda psicológica. Então, descobri que não havia nada de errado em gostar de mim mesma como era, e deixar que as pessoas se aproximassem de mim na medida de suas possibilidades internas.

Porém, o mais difícil ainda é mostrar para minha família que eu cresci. Que não sou criança e nem assexuada. Quando comecei a namorar o Marcos ouvi comentários terríveis que me rasgaram por dentro. As pessoas que eu mais amo na vida, não acreditavam que eu pudesse ser, simplesmente, FELIZ. Por que será que os pais de pessoas com deficiência não aceitam que seus filhos têm sexualidade? Por que será que é tão doloroso para eles assumirem que seus filhos podem ser felizes se realizando na cama (no sofá, no chão, na escada, no elevador, no...) com seus corpos, simplesmente, diferentes? Espero que um dia, todos aprendam que a simetria e a perfeição foram conceitos criados por eles mesmos, e, portanto, podem ser destruídos a qualquer momento.

Terrível é sentir que os preconceitos ainda estão tão arraigados. Existem vários péssimos profissionais da saúde que, simplesmente, ignoram a sexualidade da pessoa com deficiência. Eu sofri uma agressão tão intensa que nunca vou me esquecer. Aos 18 anos, fui obrigada a ir há uma ginecologista amiga da família. Uma mulher amarga, estúpida e totalmente antiética, enfiou um livro de anatomia na minha cara, me tratou como criança, e disse que eu NÃO tinha o direito de usar o meu corpo para NADA. Proibiu de eu ter relações sexuais, e ainda disse - olhando nos meus olhos e apontando o dedo para o meu nariz - que eu não poderia fazer nada com meu corpo sem antes falar para alguém da minha família.

A péssima profissional ainda teve a cara de pau de perguntar se eu já tinha namorado um garoto. Quis saber, em detalhes, tudo o que eu tinha feito com ele. Obrigou-me a contar tudo. Coagiu-me. Não respondeu nenhuma pergunta que fiz. Não esclareceu nenhuma dúvida. Não me informou sobre os métodos contraceptivos, e os que evitam doenças sexualmente transmissíveis. E o pior de tudo, nem quis me examinar para saber se eu tinha alguma doença. O exame de papa Nicolau, ela nem solicitou que eu fizesse. Saí de lá muito assustada, agredida e com medo. Mas consegui pensar sobre tudo o que aconteceu comigo, e resolvi tomar as rédeas da minha vida sexual de uma vez por todas para SEMPRE. Não desejo ao pior inimigo o que passei naquele consultório. Infelizmente, eu nunca vou esquecer. Fui estuprada emocionalmente!

Como, infelizmente, muitas outras pessoas com deficiência ainda passam por situações terrivelmente humilhantes como a que eu passei, me sinto na obrigação de alertar a sociedade que TODAS as pessoas podem ser felizes do jeito que são. Têm total direito de serem amadas, desejadas, queridas, seduzidas, e principalmente, de se apaixonarem pelos seus corpos. Têm o total direito de se sentirem confortáveis dentro deles, e exalarem felicidade pelos seus poros, como eu estou fazendo agora. Minha vida sexual é uma delícia! Realizo várias fantasias com o meu corpo. Eu e meu amado nos respeitávamos, experimentávamos, e curtimos MUITO - sem medos e culpas - tudo que conseguimos fazer com os nossos desejos. Dentro de quatro paredes, abraçamos o mundo das fantasias!

Mas, como eu sou mais exibida do que ele, resolvi continuar mostrando um pouco da minha alegria e finalmente, me libertar das amarras internas do pré-conceito que tinha comigo mesma. Porém - as amarras externas - creio que ainda levarão muito tempo para serem soltas, porque a sociedade teima em ser hipócrita e prepotente. Em achar que só quem segue os ‘padrões da normalidade’ pode ser feliz. Confesso, a vocês, que no fundo da alma eu sempre soube que nunca deixei de ser eu mesma, tanto por dentro como por fora. Mas no início era muito duro entender que comigo tudo parecia ‘meio diferente’. Roupas tinham que ser feitas na medida. Sapatos não podiam passar do limite. E o mais difícil: TODOS (salvo raríssimas exceções) sempre me observavam com muito estranhamento.

Hoje não tenho nenhuma vergonha de caprichar no visual. Visto roupas de acordo com a minha idade, pois, por incrível que pareça já me vesti como criança, ou deficiente coitadinha e doente. Uso maquilagem, passo perfume, pinto as unhas, ando se salto alto, falo sobre sexo com minhas amigas, uso roupas íntimas sensuais, abuso dos decotes, solto os cabelos... Tudo isso sem me auto-afirmar ou exibir aos outros que sou MULHER, porque, agora, simplesmente, me sinto bem do jeito que sou. Sou diferente sim! Chamo a atenção. Mas quem não é? Quem não chama? Eu sou um pouquinho diferente do que as outras pessoas. Só isso. Já chamo a atenção por natureza. Não preciso fazer tatuagens, colocar piercing, pintar os cabelos de vermelho, usar uma melancia no pescoço...

As fotos e os depoimentos do projeto “Fantasias Caleidoscópicas” vão refletir as DELICIOSAS fantasias – ‘reais’ e imaginárias - que todos têm de si mesmo. Pessoas com várias deficiências (física, auditiva, visual, intelectual, múltipla, e surdocegueira), sejam elas: idosas, gestantes, obesas, casais homossexuais e/ou heterossexuais, de todas as etnias, e classes sociais, que em um estúdio fotográfico mostrarão sua sensualidade em poses sensuais.

A ideia é dizer para uma sociedade ‘anestesiada’ (espera-se que não esteja em coma), com a ditadura da beleza ideal, da perfeição, dos corpos saudáveis e bem torneados, e das formas esbeltas; que a sedução, as fantasias, os amores, as paixões, e a sensualidade estão na diversidade de corpos, olhares, perfumes, gestos, cores, formas, tamanhos, palavras, texturas, sons e sentimentos, CALEIDOSCOPICAMENTE HUMANOS.

O objetivo de Vera, como fotógrafa, é questionar o padrão de beleza – instituído pelos meios de comunicação e pela moral dominante – ressaltando a possibilidade de uma democratização do prazer, uma igualdade de direitos sexuais, uma disposição das mentes (e dos corações) contra os juízos prévios e os preconceitos. E o meu, como jornalista, é dar voz às imagens é tão importante quanto o registro fotográfico, pois é interessante conhecer as histórias de vida dessas pessoas, que em sua maioria ainda são bem pouco ouvidas. O enfoque está na arte e na educação como agentes transformadores da realidade, aliados à palavra, como testemunha dos fastos e detentora de um poder de mudança na sociedade. Vamos promover um ciclo de palestras em escolas, ONGs e universidades, uma exposição fotográfica, um documentário e dois livros sobre o tema.

A história do projeto

Á convite da – MAM – Movimiento Amplio de Mujeres Línea Fundacional (Peru) e da Associação Internacional para o Estudo da Sexualidade, Cultura e Sociedade, as primeiras nove fotos foram expostas no “6º Congresso Internacional Prazeres Dês-Organizados – Corpos, Direitos e Culturas em Transformação”, em Lima no Peru, em junho de 2007. O embrião do projeto ficou em segundo lugar (categoria pôster) na premiação do congresso. Em virtude desta premiação, Leandra foi entrevistada pelo Observatório de Sexualidade e Política (SPW na sigla em inglês): um fórum global composto de pesquisadoras/es e ativistas de vários países e regiões do mundo. E a convite do Ministério da Saúde brasileiro, o projeto Fantasias Caleidoscópicas também foi apresentado no “I Seminário Nacional de Saúde: Direitos Sexuais e Reprodutivos e Pessoas com Deficiência”, em Brasília, em março de 2009 e publicado em livro em 2010. E em virtude deste seminário, a TV Brasil fez uma reportagem sobre a Sexualidade da Pessoa com Deficiência e entrevistou a coordenadora do projeto, Leandra.

*Leandra Migotto Certeza é jornalista com deficiência física, (Osteogenesis Imperfecta), desde 1999 com mais de 100 textos publicados. Foi editora das duas principais revistas brasileiras sobre inclusão (Sentidos e Ciranda da Inclusão); e atualmente edita a Revista Síndromes; é assessora de imprensa voluntária da ABSW; e consultora em inclusão e mantém o blog 

“Caleidoscópio – Uma janela para refletir sobre a diversidade da vida” - http://leandramigottocerteza.blogspot.com/

Também é ativista em Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência, e coordenadora do projeto “Fantasias Caleidoscópicas” (sobre sexualidade da pessoa com deficiência). Recebeu a Classificação de Excelência no “Concurso de Periodismo y Comunicación Sociedad para Todos”, da Associación Capital Humano na Colômbia em 2003, e ficou em segundo lugar (na categoria pôster) no “Sexto Congresso Internacional Prazeres Dês-Organizados Corpos, Direitos e Culturas em Transformação”, no Peru em 2007.