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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Leandra falou sobre Sexualidade das Pessoas com Deficiência em Congresso Gratuito e ON LINE sobre Sexualidade

Fico muito feliz pelo ótimo reconhecimento do público pelo meu trabalho. Compartilho com vocês! 

Agradeço, do fundo do coração, pela grande oportunidade de ter sido convidada a participar e estar ao lado de pessoas tão importantes e fortes atuantes na área social.  




Pessoal, a minha palestra teve uma ótima repercussão dia 26 de janeiro de 2017. Por isso, dia 27 de Janeiro de 2017 esteve disponível para ser vista novamente de graça!  

A querida Vanessa Cesnik-Geest escreveu: 
"Estou muito feliz com a repercussão e pelo reconhecimento do trabalho da Leandra Migotto Certeza. Em agradecimento a você que está nos acompanhando e à Leandra que nos ofereceu esse material tão rico ficará disponibilizada a palestra dela dia 27 o dia TODO para você assistir novamente. Se você perdeu essa transmissão aproveite, está incrível. Ah... Lembre-se de comentar e deixar o seu depoimento".



REPERCUSSÃO DA PALESTRA (resumo de mais de 140 comentários na internet): 

1- "Escuchando correctamente la conferencia de Sexualidade das pessoas com deficiência de Leandra. Para mi muy interesante ya que soy sexóloga y trabajo con personas con diferentes discapacidades"​ - Maria Marta Castro Martin, CAPACITADORA Y COORDINADORA em Educar en Sexualidad de Buenos Aires.  

2- "Que palestra fantástica!! Tratou de todos os assuntos com muita clareza, confiança e uma simpatia, está de parabéns"​ - Ricardo Falcão da Faculdade do Vale do Jaguaribe - FVJ.  

3- "Palestra muito interessante e esclarecedora! Todos os profissionais da saúde deveriam assistir."​ - Petrucia Oliveira da Universidade São Judas Tadeu - USJT.  

4- "Parabéns pela palestra! Achei muito abrangente e esclarecedora!"​ - Tatiana da PUC Goiás.  

5- "Muito bom! Trouxe muitos conteúdos importantes"​ - Juliana B Righini da Associação Carpe Diem.  

6- "Excelente! Esclarecedora, humana, necessária!"​ - Caroline Polato Palmeira Zanoni da UFPR (Universidade Federal do Paraná). 

7- "Leandra você é o máximo!!! Parabéns pela palestra, super esclarecedora, direta, objetiva e infelizmente realista quanto aos exemplos dados, ainda nos dias de hoje todo esse preconceito."​ - Iza Michelle Aragão da Faculdade São Francisco de Barreiras.  

8- "Leandra, gratidão por compartilhar tantos conhecimentos! Contribui muito para meu crescimento humano e profissional! Você arrasou! Parabéns!"​ - Estefani Poloni, Terapeuta ocupacional em CREAS - Centro De Referência Especializado de Assistência Social.  

9 - "A sua exposição de situações tão delicadas nos permite refletir até que ponto agimos de maneira ética e humana com as diferenças que fazem parte da sociedade, sociedade esta que insiste em ficar numa superfície cômoda, ao invés de mergulhar na profundidade do que há além das aparências.Parabéns Leandra, sou sua fã"​ - Cau Reis, bacharelanda da Faculdade Regional da Bahia.   








Pessoal, mais informações sobre as palestras do congresso entrem no portal:

http://falandonaquilo.com.br/







segunda-feira, 25 de maio de 2015

Leandra fala sobre sexualidade da pessoa com deficiência em rádio francesa


Fonte: http://www.portugues.rfi.fr/geral/20150525-franca-debate-o-acompanhamento-sexual-pessoas-com-deficiencia
 

5 de Maio de 2015
França debate o acompanhamento sexual a pessoas com deficiência
Cena do filme "As Sessões", de Ben Lewin, no qual Holly Hunt vive Cheryl, a acompanhante sexual de Mark, portador de deficiência física interpretado por John Hawkes.
Cena do filme "As Sessões", de Ben Lewin, no qual Holly Hunt vive Cheryl, a acompanhante sexual de Mark, portador de deficiência física interpretado por John Hawkes.

Divulgação
Daniella Franco
 
Com o recente lançamento do livro "En Dépit du Bon Sens" (em português, "Apesar do Bom Senso"), autobiografia de Marcel Nuss, célebre militante pelos direitos das pessoas com deficiência, a França voltou a falar sobre a assistência sexual a pessoas com necessidades especiais. A atividade, que já foi adotada em alguns países europeus, é proibida na França porque é considerada uma forma de prostituição.

Marcel Nuss sofre de amiotrofia espinhal, uma doença degenerativa, que compromete gravemente o sistema respiratório e atrofia os músculos. Em seu novo livro, o militante descreve seus sessenta anos de luta, de maus tratos médicos e administrativos. Também denuncia a incompetência de políticos no tratamento de questões relacionadas aos direitos e ao bem-estar das pessoas com deficiência física na França.

Na obra, Nuss também fala da criação da Associação Para a Promoção do Acompanhamento Sexual (Appas), na cidade de Erstein, no nordeste da França. "A assistência que propomos tem o objetivo de ajudar as pessoas com deficiência a desenvolver sua autoestima e sua confiança. Isso permite que elas descubram seus próprios corpos", disse, em entrevista à RFI.

A ideia divide os franceses, encontra resistência de muitas organizações e fica estagnada no âmbito político. Entrevistada pelo jornal Libération, a presidente da associação Femmes pour le Dire, Maudy Piot, que milita pelos direitos das mulheres, classifica o trabalho dos acompanhantes sexuais de pessoas com deficiência física como um "comércio do corpo". "Uma prestação sexual com hora e dias marcados! Onde está o desejo? Onde está o amor?", questiona.

O governo francês lava as mãos quando a questão vem à tona. Em 2011, o deputado do partido UMP Jean-François Chossy apresentou na Assembleia francesa um relatório onde ressalta a necessidade "de todas as pessoas receberem a assistência humana necessária para a expressão de sua sexualidade" e onde faz um apelo por um debate ético e jurídico sobre a questão. Em 2012, o presidente François Hollande prometeu promover um debate sobre o acompanhamento sexual a pessoas com necessidades especiais na sociedade francesa. Em 2013, o Comitê Consultativo de Ética francês se pronunciou sobre a questão se manifestando sobre o "princípio da não utilização comercial do corpo humano". Desde então, a discussão está estagnada.

Atividade é reconhecida em sete países europeus, EUA e Israel


A assistência sexual já é uma realidade em Israel e nos Estados Unidos, onde o debate sobre a atividade também é intenso. Em 2012, o longa The Sessions (As Sessões), do diretor Ben Lewin, contribuiu para popularizar a prática no país. Na Europa, a atividade é reconhecida na Alemanha, Holanda, Dinamarca, Suíça, Áustria, Itália e Espanha.


Embora ilegal, o acompanhamento sexual não deixa de acontecer na França. Várias associações francesas relatam receber pedidos frequentes de pessoas com deficiência física que procuram acompanhantes sexuais. Em muitas organizações, os contatos dos acompanhantes são colocados à disposição dos interessados. 

O trabalho e a militância dos assistentes ajudam a desmistificar a atividade. Em vídeos publicados na internet, Jill Prêvôt-Nuss, assistente sexual da Appas e esposa de Marcel Nuss, define o acompanhamento sexual como uma forma de terapia corporal e psicológica que não pode ser banalizada. "As pessoas com deficiência são geralmente tocadas todos os dias por dezenas de mãos para serem vestidas, lavadas, carregadas, alimentadas, mas nunca acariciadas sexualmente. 

A sexualidade é um direito fundamental que diz respeito à saúde e a liberdade de cada um", defende. Com base no interesse crescente e desafiando a justiça francesa, a Appas promoveu, em março, a primeira formação de assistentes sexuais no país em Erstein, perto de Estrasburgo, no nordeste da França. O evento quase foi cancelado de última hora, depois que a direção do hotel onde seria realizado alegou temer ser processada por proxenetismo. Mas uma decisão do tribunal de Estrasburgo obrigou o estabelecimento a acolher o evento por considerá-lo como uma "formação pela educação sexual geral".

"O que defendemos é um direito fundamental à vida afetiva e sexual para as pessoas com deficiência. E sobretudo feito por pessoas e para pessoas que fazem essa escolha livremente. É preciso que todos entendam bem isso", explica Jérémy Kolbecher, um dos administradores da Appas.

No Brasil, ainda é tabu 

Mas, em muitos países, como o Brasil, a assistência sexual não é nem mesmo conhecida. A sexualidade das pessoas com deficiência física, para os brasileiros, ainda é tabu, explica a jornalista e consultora em inclusão e diversidade, Leandra Migotto Certeza. "Há essa ideia de que as pessoas com deficiência são assexuadas. A questão é pouco discutida mesmo no meio acadêmico e entre os militantes", observa.

Leandra ressalta que o pior preconceito é o que acontece dentro das famílias das pessoas com deficiência. "É preciso que todos estejam cientes que a sexualidade não deixa de existir porque você a pessoa tem uma deficiência. Mesmo estando em uma cadeira de rodas ou com tetraplegia, as pessoas têm desejo sexual", ressalta.

O psicólogo, fundador do blog Inclusão Diferente e autor do livro Sexualidade e Deficiência, Damião Marcos, conta que muitas famílias resolvem a questão da experiência sexual de parentes com deficiência de forma inapropriada. "Alguns familiares levam seus filhos ou filhas para prostíbulos. Como no Brasil não existe esse acompanhamento sexual para as pessoas com deficiência, as famílias que entendem essa necessidade não têm outra saída", conta.

Fantasias Caleidoscópicas

Pensando nesse vácuo sobre a sexualidade das pessoas com deficiência no Brasil, Leandra criou, em parceria com a fotógrafa Vera Albuquerque, o projeto Fantasias Caleidoscópicas, um ensaio fotográfico sensual de pessoas com deficiência física. "O objetivo é desmistificar o tabu da sexualidade da pessoa com deficiência e também de mostrar a realidade dessa beleza e dessa estética."


A jornalista e consultora em inclusão e diversidade,
Leandra Migotto Certeza, idealizadora do projeto 
Fantasias Caleidoscópicas, 
ensaio fotográfico que tem objetivo de desmistificar 
o tabu da sexualidade de pessoas com deficiência.
Vera Albuquerque/Fantasias Caleidoscópicas

As fotos são expostas com os relatos dos modelos: homens, mulheres e casais hétero e homossexuais. Além disso, o projeto também conta com um documentário e oficinas educativas interativas sobre saúde sexual.

Fantasias Caleidoscópicas foi premiado no 6º Congresso Internacional "Prazeres Dês-Organizados – Corpos, Direitos e Culturas em Transformação”, em Lima, no Peru, em junho de 2007. Leandra e Vera trabalham agora na sequência do projeto e buscam patrocínio para a realização dele.


Ouçam o áudio com a entrevista nos links:

https://sites.google.com/site/leandramigotto/

https://sites.google.com/site/leandramigotto/palestrasmotivacionais/trajetoria-da-caleidoscopio/portifolio-de-audios