segunda-feira, 21 de novembro de 2016

1° Congresso ON LINE gratuito sobre sexualidade para profissionais de saúde




"Como, infelizmente, muitas outras pessoas com deficiência ainda passam por situações terrivelmente humilhantes em relação a sua sexualidade, me sinto na obrigação de alertar a sociedade que TODAS as pessoas com deficiência podem ser felizes do jeito que são. Têm total direito de serem amadas, desejadas, queridas, seduzidas, e principalmente, de se apaixonarem pelos seus corpos. Têm o total direito de se sentirem confortáveis dentro deles, e exalarem felicidade pelos seus poros" - Leandra Migotto Certeza.

 Sexualidade das pessoas com deficiência:

Palestra incrível sobre quais são os principais mitos sobre sexualidade das pessoas com deficiência (seja física, auditiva, visual, intelectual, múltipla e surdocegueira) e como quebrá-los definitivamente. Por que Sexualidade e Deficiência ainda são temas pouco abordados no mundo todo!

Façam suas inscrições agora SOMENTE neste link:

https://go.hotmart.com/F5125553L?ap=e696 






Sexualidade das pessoas com deficiência

Leandra Migotto Certeza: é Jornalista, Palestrante Motivacional e Consultora em Inclusão e Diversidade. Premiada pelo projeto de pesquisa “Fantasias Caleidoscópicas” pela Associação Internacional para o Estudo da Sexualidade, Cultura e Sociedade em Lima; e o apresentou no “I Seminário Nacional de Saúde: Direitos Sexuais e Reprodutivos e Pessoas com Deficiência” em Brasília. Palestra sobre sexualidade da pessoa com deficiência na Secretaria de Promoção da Cidadania da Prefeitura de São José dos Campos (SP); Debate no Centro de Pesquisa e Formação do SESC (SP), e foi entrevistada pela RFI - Rádio France Internationale para abordar sua pesquisa.

+ Informações Clique Aqui

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Viva o corpo!



Obra de arte de Rosa Esteves

Queridas e queridos,
Quando escrevo essas palavras o sol se põe no horizonte da janela do meu quarto. A chuva parou e uma mistura fina de amarelo claro e alaranjado pairam no ar. As nuvens brancas se esfarelam, e um fino fio de azul surge tímido lá do fundo. Sinto PAZ em meu coração.
Tive o prazer de ver um trabalho de uma vida inteira. Emoção. Alegria. Conhecimento. O site de Rosa Esteves é uma viagem ao corpo da alma. À alma do corpo. Ao corpo do corpo. Ao universo do imaginário do que é o corpo e onde habita a alma.
Minha viagem está só começando. Conheço minha querida e amada tia há 30 anos, mas sua obra é ainda um grande mistério para mim. O que fica mais forte em minha alma é a delicadeza do toque na pele, do doce na boca, do mergulho em nossos desejos, sonhos, e vivências mais íntimas que seu trabalho nos mostra.
A mulher é um universo profundo. Começo a mergulhar nela aos 30 anos, quando meus desejos se afloram. Meu corpo sempre foi fraco, intocável. Meus desejos sempre estiveram no mais profundo poço do inatingível. Pecado tocar. Errado querer. Feio. Todos apotam. Todos comentam. Todos olham. Eu nunca pude dizer há que vim. O que sou. O que desejo. O que espero. O que luto. O que preciso mostrar.
Sempre fui tolhida. Sempre fui quebrada. Sempre senti dor. Sempre me senti presa a um corpo infantilizado. A um meio corpo. A uma meia criança-menina-mulher. A algo indefinido.
A busca por uma paz interior é como o por do sol que agora é lilás da minha janela. A linha é muito tênue. O medo é maior do que o azul claro que agora toma conta do céu.
Hoje quebro. Mas não o corpo. O que ele realmente é. A massa una entre alma e carne. Entre desejo e pudor. Entre vida e morte. Entre explosão e dor. Entre prazer e abrigo. Entre eu e muitas pessoas que moram em minha alma.
O corpo de uma mulher é múltiplo. É preciso mostrar ao mundo cada pedacinho que pulsa em corpos diferentes. São bocas em cabeças tortas, pernas grossas e curtas, bumbum arrebitado e torto, coxas arredondadas e cheias de ruguinhas infantins, púbis ardendo de tesão, seios pequenos em um tronco pequeno demais.
Não há cintura, não há quadril definido. Não há pernas finas e compridas. Não há balanço dos quadris. Não há andar sensual. Não há mini saia que leva ao mistério escuro como o céu que agora está em minha janela.
Não há uma mulher padronizada, robotizada, perfeita! Não há o esperado. Há outra possibilidade de ser mulher inteira com todos os sentimentos e sentidos que pulsam do corpo de alguém que sempre foi quem é.
Amar e ser amada trouxe força a minha alma para conseguir se libertar do corpo da sociedade que sempre me toliu. Da mãe interna que sempre me proibiu de ser eu mesma. Da mãe externa que sempre teve medo de me ver despedaçada.
Falar, mostrar, e trabalhar o corpo como Rosa Esteves faz é algo fundamental em um mundo tão superficial. Tão triste. Tão oco. Tão frio. Tão igual. Tão egoísta. Tão pequeno.
O corpo é grande. É forte. É pulsante. É vivo! Viva o CORPO!

Leandra Migotto Certeza - escritora, jornalista e ativista social - Texto escrito em 08/04/07.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

XV Congresso Brasileiro de Sexualidade Humana

É com satisfação que comunicamos a XV Congresso Brasileiro de Sexualidade Humana, de 19 a 23 de outubro de 2015. O tema oficial é SEXUALIDADES: NOVOS OLHARES E NOVAS PERSPECTIVAS.

O grande diferencial deste ano é que a SBRASH decidiu realizar este evento totalmente online, democratizando o conhecimento e tornando livre o acesso dos saberes.

Durante 05 (cinco) dias, profissionais de renome estarão debatendo e expondo valioso conteúdo científico com o foco na pluralidade da sexualidade e das questões de gênero.

Profissionais, estudantes de todo o Brasil e também de outros países acompanharão, em tempo real, via internet, conferências, mesas redondas e temas livres. Será possível o envio de opiniões, perguntas e dúvidas que fomentarão o debate, enriquecendo o evento.

Será o primeiro evento na área da Sexualidade Humana exclusivamente online, cujo formato ultrapassa o conceito de mera exposição acadêmica, na medida em que incentiva a construção democrática do saber.

Em breve o site do evento estará no ar com todas as informações. Sejam todos(as) bem-vindos(as)!

Iracema Teixeira
Presidente da SBRASH - Gestão 2014-2015
Presidente do XV Congresso Brasileiro de Sexualidade Humana

Fonte: http://www.sbrash.org.br/noticias/42-diretoria/154-xv-congresso-brasileiro-de-sexualidade-humana-2015

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Profissional, mulher, esposa e mãe com Osteogenesis Imperfecta

O Programa Especial desta semana é todo dedicado a Luciana Fiamoncini, que trabalha com recursos humanos e tem osteogênese imperfeita, também conhecida como ossos de vidro. Ela mora em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, é casada e tem um filho chamado Rafael. Conversamos com ela, com sua família e também com alguns colegas de trabalho.
Sentada na cadeira de rodas, Luciana segura o filho no colo e dá mamadeira para ele.
Em nossa ida a Camboriú, uma das conversas que tivemos com Luciana foi em um dos pontos mais bonitos da cidade em que ela mora, a praia Brava. Ela falou sobre o relacionamento com o marido, com quem já está há quatro anos:
“Quando eu conheci o Rodrigo, ele era muito caseiro, tanto que, no começo, a gente brigou inúmeras vezes, porque eu queria ir para a balada com as minhas amigas e ele não queria ir. Até que a gente entrou em um equilíbrio. Um final de semana a gente saia, o outro final de semana a gente ficava em casa e por isso que começou a dar certo. O tempo foi passando e eu comecei a gostar daquela brincadeira de namorar, e eu fui abrindo mão das outras coisas. Aí, a gente começou a fazer realmente planos juntos, de comprar carro, essas coisas.”
Luciana é funcionária pública e trabalha com RH. Paulo Roberto, um dos colegas de trabalho, falou sobre como é trabalhar com Luciana:
“A Luciana tem um perfil forte, ela bate o pé, dá bronca, as pessoas a respeitam pela forma e a maneira que ela conduz. Em qualquer empresa, setor público ou privado deveria abrir esse espaço para a inclusão das pessoas com deficiência.”
Visitamos a casa de Luciana para saber como é o dia a dia dela com o filho Rafael, que também tem osteogênese imperfeita. Ela falou sobre o futuro do filho:
“Em relação à criação do Rafael, eu pretendo seguir mais ou menos a mesma linha que foi dada para mim. A questão de incentivo, de apoiar, de incentivar. O que vai mudar um pouco é a questão de acessibilidade a tratamentos, que eu não tive. Os meus pais não tiveram acesso a nada disso, não tinham conhecimento, não tinham condições financeiras. Hoje em dia, nós podemos oferecer isso para o Rafa. Ele vai ser tratado igual a qualquer criança e vai ser cobrado como qualquer criança. No futuro do Rafael, nós queremos ter condições de oferecer estudo para ele, para ele ter uma profissão, constituir a família dele, ter uma vida como qualquer outra pessoa.”
Ainda neste programa, você vai acompanhar nosso repórter Zé Luiz Pacheco no quadro Desafio. Ele vai se aventurar andando de handbike, uma bicicleta adaptada em que os movimentos são feitos com as mãos.
Fonte: http://programaespecial.com.br/blog/577-perfil-luciana-fiamoncini

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Leandra fala sobre sexualidade da pessoa com deficiência em rádio francesa


Fonte: http://www.portugues.rfi.fr/geral/20150525-franca-debate-o-acompanhamento-sexual-pessoas-com-deficiencia
 

5 de Maio de 2015
França debate o acompanhamento sexual a pessoas com deficiência
Cena do filme "As Sessões", de Ben Lewin, no qual Holly Hunt vive Cheryl, a acompanhante sexual de Mark, portador de deficiência física interpretado por John Hawkes.
Cena do filme "As Sessões", de Ben Lewin, no qual Holly Hunt vive Cheryl, a acompanhante sexual de Mark, portador de deficiência física interpretado por John Hawkes.

Divulgação
Daniella Franco
 
Com o recente lançamento do livro "En Dépit du Bon Sens" (em português, "Apesar do Bom Senso"), autobiografia de Marcel Nuss, célebre militante pelos direitos das pessoas com deficiência, a França voltou a falar sobre a assistência sexual a pessoas com necessidades especiais. A atividade, que já foi adotada em alguns países europeus, é proibida na França porque é considerada uma forma de prostituição.

Marcel Nuss sofre de amiotrofia espinhal, uma doença degenerativa, que compromete gravemente o sistema respiratório e atrofia os músculos. Em seu novo livro, o militante descreve seus sessenta anos de luta, de maus tratos médicos e administrativos. Também denuncia a incompetência de políticos no tratamento de questões relacionadas aos direitos e ao bem-estar das pessoas com deficiência física na França.

Na obra, Nuss também fala da criação da Associação Para a Promoção do Acompanhamento Sexual (Appas), na cidade de Erstein, no nordeste da França. "A assistência que propomos tem o objetivo de ajudar as pessoas com deficiência a desenvolver sua autoestima e sua confiança. Isso permite que elas descubram seus próprios corpos", disse, em entrevista à RFI.

A ideia divide os franceses, encontra resistência de muitas organizações e fica estagnada no âmbito político. Entrevistada pelo jornal Libération, a presidente da associação Femmes pour le Dire, Maudy Piot, que milita pelos direitos das mulheres, classifica o trabalho dos acompanhantes sexuais de pessoas com deficiência física como um "comércio do corpo". "Uma prestação sexual com hora e dias marcados! Onde está o desejo? Onde está o amor?", questiona.

O governo francês lava as mãos quando a questão vem à tona. Em 2011, o deputado do partido UMP Jean-François Chossy apresentou na Assembleia francesa um relatório onde ressalta a necessidade "de todas as pessoas receberem a assistência humana necessária para a expressão de sua sexualidade" e onde faz um apelo por um debate ético e jurídico sobre a questão. Em 2012, o presidente François Hollande prometeu promover um debate sobre o acompanhamento sexual a pessoas com necessidades especiais na sociedade francesa. Em 2013, o Comitê Consultativo de Ética francês se pronunciou sobre a questão se manifestando sobre o "princípio da não utilização comercial do corpo humano". Desde então, a discussão está estagnada.

Atividade é reconhecida em sete países europeus, EUA e Israel


A assistência sexual já é uma realidade em Israel e nos Estados Unidos, onde o debate sobre a atividade também é intenso. Em 2012, o longa The Sessions (As Sessões), do diretor Ben Lewin, contribuiu para popularizar a prática no país. Na Europa, a atividade é reconhecida na Alemanha, Holanda, Dinamarca, Suíça, Áustria, Itália e Espanha.


Embora ilegal, o acompanhamento sexual não deixa de acontecer na França. Várias associações francesas relatam receber pedidos frequentes de pessoas com deficiência física que procuram acompanhantes sexuais. Em muitas organizações, os contatos dos acompanhantes são colocados à disposição dos interessados. 

O trabalho e a militância dos assistentes ajudam a desmistificar a atividade. Em vídeos publicados na internet, Jill Prêvôt-Nuss, assistente sexual da Appas e esposa de Marcel Nuss, define o acompanhamento sexual como uma forma de terapia corporal e psicológica que não pode ser banalizada. "As pessoas com deficiência são geralmente tocadas todos os dias por dezenas de mãos para serem vestidas, lavadas, carregadas, alimentadas, mas nunca acariciadas sexualmente. 

A sexualidade é um direito fundamental que diz respeito à saúde e a liberdade de cada um", defende. Com base no interesse crescente e desafiando a justiça francesa, a Appas promoveu, em março, a primeira formação de assistentes sexuais no país em Erstein, perto de Estrasburgo, no nordeste da França. O evento quase foi cancelado de última hora, depois que a direção do hotel onde seria realizado alegou temer ser processada por proxenetismo. Mas uma decisão do tribunal de Estrasburgo obrigou o estabelecimento a acolher o evento por considerá-lo como uma "formação pela educação sexual geral".

"O que defendemos é um direito fundamental à vida afetiva e sexual para as pessoas com deficiência. E sobretudo feito por pessoas e para pessoas que fazem essa escolha livremente. É preciso que todos entendam bem isso", explica Jérémy Kolbecher, um dos administradores da Appas.

No Brasil, ainda é tabu 

Mas, em muitos países, como o Brasil, a assistência sexual não é nem mesmo conhecida. A sexualidade das pessoas com deficiência física, para os brasileiros, ainda é tabu, explica a jornalista e consultora em inclusão e diversidade, Leandra Migotto Certeza. "Há essa ideia de que as pessoas com deficiência são assexuadas. A questão é pouco discutida mesmo no meio acadêmico e entre os militantes", observa.

Leandra ressalta que o pior preconceito é o que acontece dentro das famílias das pessoas com deficiência. "É preciso que todos estejam cientes que a sexualidade não deixa de existir porque você a pessoa tem uma deficiência. Mesmo estando em uma cadeira de rodas ou com tetraplegia, as pessoas têm desejo sexual", ressalta.

O psicólogo, fundador do blog Inclusão Diferente e autor do livro Sexualidade e Deficiência, Damião Marcos, conta que muitas famílias resolvem a questão da experiência sexual de parentes com deficiência de forma inapropriada. "Alguns familiares levam seus filhos ou filhas para prostíbulos. Como no Brasil não existe esse acompanhamento sexual para as pessoas com deficiência, as famílias que entendem essa necessidade não têm outra saída", conta.

Fantasias Caleidoscópicas

Pensando nesse vácuo sobre a sexualidade das pessoas com deficiência no Brasil, Leandra criou, em parceria com a fotógrafa Vera Albuquerque, o projeto Fantasias Caleidoscópicas, um ensaio fotográfico sensual de pessoas com deficiência física. "O objetivo é desmistificar o tabu da sexualidade da pessoa com deficiência e também de mostrar a realidade dessa beleza e dessa estética."


A jornalista e consultora em inclusão e diversidade,
Leandra Migotto Certeza, idealizadora do projeto 
Fantasias Caleidoscópicas, 
ensaio fotográfico que tem objetivo de desmistificar 
o tabu da sexualidade de pessoas com deficiência.
Vera Albuquerque/Fantasias Caleidoscópicas

As fotos são expostas com os relatos dos modelos: homens, mulheres e casais hétero e homossexuais. Além disso, o projeto também conta com um documentário e oficinas educativas interativas sobre saúde sexual.

Fantasias Caleidoscópicas foi premiado no 6º Congresso Internacional "Prazeres Dês-Organizados – Corpos, Direitos e Culturas em Transformação”, em Lima, no Peru, em junho de 2007. Leandra e Vera trabalham agora na sequência do projeto e buscam patrocínio para a realização dele.


Ouçam o áudio com a entrevista nos links:

https://sites.google.com/site/leandramigotto/

https://sites.google.com/site/leandramigotto/palestrasmotivacionais/trajetoria-da-caleidoscopio/portifolio-de-audios

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Palestra sobre sexualidade da pessoa com deficiência




Gravação da palestra realizada na REATECH - Feira Internacional de Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade em 11 de abril de 2015.

O som está um pouco comprometido devido a má acústica. Mas dá para ouvir o mais importante: a mensagem da palestra. Agradeço a todos que tenham interesse e disposição para companhar mais esse trabalho que eu realizei com tanta dedicação e carinho.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Projeto Fantasias Caleidoscópicas será apresentado na REATECH dia 11 de abril às 14hs




Atenção!


Mais uma palestra da Caleidoscópio 

Comunicações na REATECH - Maior Feira 

Internacional de Tecnologia, Inclusão e 

Acessibilidade da América Latina!


O tema será: "Sexualidade da Pessoa com 

Deficiência"


Palestrante: Leandra Migotto Certeza - Jornalista e Consultora em Inclusão, com 15 anos de experiência e premiada com o projeto "Fantasias Caleidoscópicas" no Peru


Compareçam dia 11 de abril, sábado às 14hs no 

REASEM!


Informações e inscrições gratuitas: 


http://www.reatech.tmp.br/reasem-seminario-de-tecnologias-de-reabilitacao-e-inclusao/



Conheça o projeto:

Fantasias Caleidoscópicas é um projeto de pesquisa de arte e comunicação que busca retratar a imagem (na maioria das vezes, ainda muito preconceituosa) que a sociedade tem em relação à sexualidade das pessoas com deficiência no Brasil e no mundo, e desmistificá-la por meio de: 

Ensaios fotográficos, pesquisas, entrevistas, capacitação educacional (seminários, palestras, debates, oficinas e cursos), exposição de arte e duas publicações totalmente acessíveis. 

Desde 2004 pessoas com deficiência física, visual, auditiva, intelectual, múltipla e surdocegueira, com gêneros, idades, etnias, identidades sexuais e condições sócio-econômicas diferentes foram convidadas pela fotógrafa Vera Albuquerque, junto com a jornalista, Leandra Migotto Certeza a mostrarem sua beleza e sensualidade; além de relatar suas experiências afetivas e sexuais.

O projeto foi premiado em segundo lugar pela Associação Internacional para o Estudo da Sexualidade, Cultura e Sociedade no Peru em 2007.

Para a fotógrafa, questiona-se o padrão de beleza instituído pelos meios de comunicação e pela moral dominante – ressaltando a possibilidade de uma democratização do prazer, uma igualdade de direitos sexuais, e uma disposição das mentes (e dos corações) contra os juízos prévios e os preconceitos.


Para a jornalista, dar voz às imagens é tão importante quanto o registro fotográfico, pois é interessante conhecer as histórias de vida dessas pessoas, que em sua maioria ainda são bem pouco ouvidas!